a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha, # não sei quantos


a angústia do guarda-pervez no momento da mesquita, a minha ilustração desta semana para o portal 5 Dias.

a tua mãe deve ser ostra para tu seres essa péro...AAARRRRGGGHH

onze anos de prisão para jovem que matou trolha que atirou piropo à namorada

Público, 09/07

lisboa em baixa resolução # 176


mais com menos dá menos. camões bom. graffiti mau. telmo não tem dúvidas, lusíadas é mas é o caralho.

quanto mais prima mais se lhe arrima

telmo correia teve oportunidade de fazê-lo. preferiu oferecer-lhe um kit pá e vassoura.

paralelos políticos a partir de barack

chamar-se hussein obama nos estados unidos é um gigantesco anátema, quase como chamar-se paulo portas em portugal. ou menos, vá.

os paradoxos da linguagem à solta numa livraria

olha, estou-te a ouvir sem som.

cortesia de catarina furtado, ao telemóvel

controladores aéreos

sempre que Ruca é avistado com Fábio estamos na presença de um projecto fatela + 1.

morte aos feios, vida aos feios

© rabiscos vieira

6 de julho de 2007, centenário do nascimento de frida kahlo, data que o meu jornal de eleição, o Público, ignorou olimpicamente, em favor do super fashion de plástico verde al gore, das sondagens sobre a ruína lisboeta ou do defeso do pontapé na bola. fica a minha vénia à criadora furiosa, mulher arrebatada, bigodaças de respeito.

amores imperfeitos # 134

instada por Sandro a praticar a ginástica de pilates Carina não vê qual é o interesse de passar horas a lavar as mãos.

a complexidade da globalização, os fluxos de capitais e os tigres asiáticos explicados às crianças

se calhar o que esses chineses querem é abrir uma loja no estádio da luz, estão lá dois ou três anos depois vendem aquilo para fazer negócio.

adepto do benfica ao jornal da tarde da rtp

escandaloso momento de autopromoção

agora eu é que me sinto sodomizado pelo sistema

afinal a brilhante intelectual-blogger-rabo blindado patrícia lança foi deputada da nação entre 87 e 91.

pinto coelho ao vivo e a cores

entrevista relâmpago no telejornal da rtp ao candidato à cml pelo pnr. pinto coelho ainda não levava um minuto de discurso e já uma moça preta passava lá atrás, em segundo plano, na escola marquês de pombal. se esta não é uma provocação miserável a um candidato então não sei o que é.

marxismo da gandarinha

o pasmo, o horror, o sorriso nos lábios, nuno melo do cds a parafrasear carlos carvalhas, a acusar o governo do quero, do posso, do mando. a k7 virou para o lado direito.

logo à noite, na grande entrevista

está tudo à espera que a zita se abra.

amores imperfeitos # 133

Sandro anda entusiasmado com os espectáculos de topo do festival de almada, Carina julgava que já tinham parado com os bulldozers na fonte da telha.

super rock, uma crónica

cumpriu-se o destino. tal como milhares, quiçá centenas de espectadores, lá rumei ao festival com nome de cerveja e atmosfera mais kindergarden das redondezas, com recinto desenhado para entreter suas adolescências enquanto uns tipos a quem a rapaziada festivaleira devota desprezo olímpico empunham uns intrumentos em palco, gordo, generoso, tal como as receitas previstas com entradas únicas a 40 euros, oito contos na moeda antiga, valor que nem me atrevo a revelar quanto representa em percentagem no meu salário de moço instruído para as novas oportunidades. a minha presença destacou-se desta vez por uma particularidade física – imbuído do meu espírito de cabeça de vento assuão lá deixei os meus óculos ditos normais em automóvel alheio, ficando apenas munido dos escuros, moschino, armação de griffe e graduada dos tempos em que rios do ouro passavam pelo meu nib [de prata, vá... de bronze ou até de um alumínio muito jeitoso para fazer talheres], pelo que tive de enfrentar o cerrar da noite com um sorriso forçado nos lábios e uma figura pública algures entre o ray charles um pouco mais mexido e alguém com uma doença ocular rara, merecedora de uma reportagem no toda a verdade. com bifana parcialmente sanguinolenta assente no bucho e os copos de plástico rentes de cerveja lá fomos vendo o desfilar da parfernália a partir dos klaxons, colectivo de rave rock evidentemente prejudicado pela luz do dia, que confere tão pouca mística a um evento musical como o uribe com a camisola do benfica. seguiram-se os magic numbers, espécie de banda herbalife a tentar fazer-se passar por uns yo la tengo que tivessem encarnado os piores espíritos da kelly family. e diabos me levem se não o conseguiram.
segue recto, não vira, para a malha dos bloc party, excelente concerto rock com entrega particular do nigga okereke e aqui permito-me discordar do piloto automático identificado pelo pedro, lanço a minha luva e se necessário for faremos um duelo de amplificadores marshall, o jovem pós-nigeriano deu algum litro, fez palheta de taxista com excepção óbvia do enxovalho aos pretos, sublinhou as medonhas figuras dançantes do andaime da optimus que me fizeram ter um súbito orgulho no meu vodafone, rodopiou entre braços das filas da frente e liderou bem a equipa east londoner, na qual o guitarra solo fez por lembrar a espaços um pequeno lee ranaldo entretido com os pedais e o baterista deu um show de epilepsia e pratos de choque, metronómico, cheio de breaks a beber no afrobeat, como se o próprio tony allen tivesse aspirado red bull quando conheceu o fela. fecharam a desdita com o helicopter, canção da minha preferência, o que acabou por ser uma cereja no topo do magnum preto que é okereke.
para encerrar o dia sobem ao palco os muito aguardados arcade fire, entrada em falso com black mirror enxovalhada por um som fraquinho fraquinho, como se estivessem a tocar debaixo de água num tanque do aquário vasco da gama, sendo necessário carregar no botão da lampreia para ver a descarga eléctrica de win butler, situação conhecida de todos aqueles que cresceram com viço nos fins de setenta, inícios de oitenta, o desenrolar do tapete sónico vai revelando faixa após faixa de neon bible e percebe-se a diferença destes evangelhos para funeral, porquê emborcar raposeira quando se podia beber mais möet, que veio mais à frente, com o sonoro a melhorar degrau a degrau mas a não evitar a amálgama do combo, feroz, empenhado mas com pouca oportunidade de fazer ouvir o violino da menina dengosa que fazia boquinhas ou as tubas dos homens lá de trás de forma distintiva, quem brilhou sempre alto foi régine chassagne, nome muito apetitoso de pronunciar e que tenho repetido abundantemente, fosse na faceta performer de quem não toca nada, algures entre uma peaches de laçarote no rabo e um bez dos happy mondays mas em menos pastilhado, fosse na pele de baterista uns furos acima de meg white que, como alguém anónimo [susana viegas] notava, toca como se tomada por uma paralisia irreparável. chassagne a ulular, a cantar delicodoce em francês, a berrar em registo cgtp ao megafone, fosse ela um carvalho da silva e as greves não paravam, nem que fosse para dançar ao som de no cars go a caminho de são bento, 35 horas semanais já!, o resto fica para ouvir canadianos que suam as estopinhas e desfrutar do cabelo banha-sicasal de butler, para ver o saracoteio do ruivo muito ruivo da bateria, cabelo de um tom que valeu a alcunha de labareda a um moço da minha criação na zona de benfica-cemitério, dizia então que esse moço andou às tropelias com um tambor e pandeireta acrobática, o próximo ISTuna é todo dele, pelo meio descobre-se que o quadrilátero crown of love-wake up-haiti-rebellion têm potencial para engrossar coros à guisa do futebol, assunto versado pelo próprio butler a propósito de viver entre gregos e portugueses em montreal, e o moço lá traz à baila a nossa chaga de 2004, estádio cheio e charisteas nas alturas, o nosso mais recente alcácer-quibir com a desvantagem de o novo dom sebastião não ter perecido na batalha nem rumado a um prostíbulo em agadir, tendo ficado na mesma aos comandos da selecção das quinas, marca de fósforos que insiste em queimar as nossas hipóteses de sucesso no pontapé na bola, mas regresse-se à música que é paladar mais à minha moda, há já imensos caracteres que não digo régine chassagne, passe-me aí o chassagne por favor, que a sopa está insossa, abasteça-me o carro com chassagne 95 se estiver para aí virado e eles não estavam, não estavam no mood de agraciar aqui o rapaz com a sua canção favorita, borrifaram-se na boa sorte que dá ajudar o ceguinho ou pelo menos o idiota que deixa os óculos no saxo, furtaram-se ao neighboorhood # 2 (laika) e a minha costela soviética a chorar, se ainda mandasse o georgiano dos bigodes não havia cá esquecimentos, assim façam lá as malas, obrigado pela performance mas contentinho, contentinho só fiquei quando recuperei as lentes transparentes, roçavam os relógios as duas da manhã.

alan johnston é livre

mas saber que se libertou algo em gaza soa desgraçadamente a flatulência.

Ruca não tem dúvidas

um fulano chamado bergessio só podia aterrar no meu benfica.

12 boas razões para não perder o sbsr 2007, # 12



o canadá não é um imenso bryan adams. lá estarei para testemunhá-lo.

12 boas razões para não perder o sbsr 2007, # 11



gostar de pretos

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha, # não sei quantos


CCB a.k.a. Comendador Chico Bento, a minha ilustração da semana para o portal 5 Dias.

12 boas razões para não perder o sbsr 2007, # 10



por favor, alguém retire o gato do quadro de lousa.

12 boas razões para não perder o sbsr 2007, # 9



video killed the radio star but tv came back to radio. em boa hora.

mÚSICA & dESIGN


loas às meninas de alças, como há dias notou um tal de mexia

bons augúrios para o parque mayer

quando se tem um ministro da saúde que é autista de variedades.

12 boas razões para não perder o sbsr 2007, # 8



the rapture. punk's not dead, dance's not dead.

correia de cancros


cidade proibida

a crítica especializada teceu-lhe loas, a contracapa da edição diz conhecido do grande público como poeta e crítico, eduardo pitta confirma neste romance as marcas da sua ficção: narrador autoritário e sobredeterminação erótica. se isto significa que é um deleite asssitr ao desfile da upper-class à portuguesa entre referências a moledo, oxford, cottages, dadinhas e camionistas do poço do bispo, adornados por um especial talento em narrar o arrebimba o malho, então não posso estar mais acordo. na lista de lidos aqui do rapaz é sem dúvida um dos livros do ano, facto que não lhe angaria propriamente prestígio.

lisboa em baixa resolução # 175


agradeço ó