vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 19


temptation

aviso à copulação

o miguel mudou de poiso. e fez um lifting visual que só o favorece.

the inner accent of martin frost

o auster é sopinha de massa. se eu tivesse fechado os olhos parecia que a premiere estava a ser conduzida pelo lula da silva.

foda-se mais à parada

obrigado filhos da puta da sic generalista, notícias, mulher, radical, brochista e o caralho que vos foda a todos por me terem cortado o trânsito na avenida, por me terem inutilizado a paragem do autocarro e arruinado o trajecto para o trabalho, sim, que aqui o meco labuta ao fim-de-semana, não pode ir pular com os anormais, com os freaks imitadores de florimerdas, com as famílias de excursão com jovens de crucifixo de plástico ao pescoço e pavor pela higiene oral e depois, no regresso do labor, o autocarro que se me fica na brancaamp, porque o caralho da parada ainda dura, o resto do caminho a pé pelo chão que ribomba ao som da foleirada, lixo, barulho e odores da subúrbia, separadores de tv com a história do país que só eles contaram, com imagens da snu, para emprestar uma classe de plástico, ou de uma tipa a mamar da teta de uma cabra, para dar realismo escatológico a esta merda que eles chamam de aniversário, ou lá o que é.

afinal, sempre gostei mais de carne

país à beira-mar plantado, com a alma em águas de bacalhau e um primeiro que discursa em púlpito pescanova.

amizades imperfeitas # 61

Sandro anda entusiasmado com a extensão do domínio da luta, Ruca também concorda que se alarguem os espaços para os combates de pitbulls. é tudo muito acanhado.

can hardly wait



pela chegada do barbeiro


5 de outubro

© rabiscos vieira

queres monarquia? toma. e viva a república.

vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 18



kool thing



o brutamontes no seu labirinto

tenho a mesma má relação com a poesia que tenho com as iscas. desagrada-me a textura.

há tradições que não importa manter

rezo para que, ao contrário de há uns anos atrás, as senhoras de são bartolomeu de messines não resolvam enfrentar as suas dificuldades saindo para as varandas de mamas ao léu, pois desconfio que isso fará tudo menos enterrar a linha de muita alta tensão.

free burma



ditadores e ainda por cima militares. foda-se, um mal nunca vem só. é favor participar.

alan greenspan em lisboa

espero que daqui a 90 anos não estejam a dedicar-lhe uma basílica.

se puder adopte um skinhead

hoje é dia mundial do animal.

distracção é o meu nome do meio

ao longo da minha existência tenho perdido um bocado de tudo, tempo, oportunidades de estar calado, objectos materiais tais como 657 lápis de carvão, 117 chapéus de chuva, carteiras, três ou quatro compassos com direito a puxão de orelhas, dinheiro, autocarros, casacos, um par de botas doc martens, entre muitas outras tragédias. reconheço portanto que sou um cabeça no ar, mesmo correndo o risco de ser confundido com aquele super-grupo saloio de música ligeira à portuguesa. em tempos de blogosfera o problema continua e só por estes dias é que dei pela existência d'o regabofe, o que é uma lástima. agora lambuzo-me nos arquivos e no que há-de vir e é se quero. para tal criei um link na barra da direita, a fazer as vezes de lembrete, a ver se aprendo a manter a concentração.

pires de lima, o homem que queria um partido sexy e que apostou numa empresa profundamente sexual

têm dado brado algumas campanhas da unicer/super bock, que colocam a tónica do seu discurso comercial na anatomia feminina: mamas, rabos e coninhas, entre outros petiscos a adornarem o fino. as acusações de machismo brega choveram. ou gotejaram, vá. ok, caíu uma ou outra pinga de repulsa, nomeadamente aqui neste barraco quase sempre alerta. sucede que, inesperadamente, tudo mudou. ao encerrar uma das suas três unidades de produção em portugal a unicer mostrou que consegue enrabar 64 trabalhadores de uma só vez, sem fazer qualquer distinção de género. super quê? perdoai mas eu continuo a preferir sagres.

amizades imperfeitas # 60

Sandro delira com a presença de Vesselina no palco do S. Carlos, Ruca acha estranho que se besunte o mangalho para a sodomia em cima das tábuas de um teatro nacional.

de putin e outros demónios

o vladimir que não quer largar os cargos e o estardalhaço que caíu que nem uma bomba no ocidente, nos ocidentes, digo, para englobar portugal, país onde certo e determinado indivíduo saíu directamente de dois mandatos com maioria absoluta para uma candidatura à presidência, parece mentira a lata, ainda bem que esse indivíduo foi posto no seu lugar pelos vigilantes da democracia e nunca mais chegou a cargo nenhum do estado. ou não?

mÚSICA & dESIGN


too much guinness will kill you


arquivos da memória

ouço falar na doença da língua azul e lembro-me imediatamente de ter andado a chupar no Fa nos anos 80, sem nunca ter tido uma embolia por causa disso. é obra.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos


a sucessão de putin. inspirado aqui, estreado ali.

a prequela do senhor comissário



espaço pub # 2, engraxando o patronato


paul auster vai estar na bulhosa de entre-campos no próximo dia 4, ao meio-dia. fiel ao seu universo, por coincidência, vou estar a trabalhar noutro espaço da mesma gerência e não posso lá estar. mas ide, ide com fé e confiança.

espaço pub


há novidades no beco das imagens. as miúdas engalanaram-se e abriram uma galeria virtual estreada com o richard câmara. e não, o pobre desgraçado nada tem a ver com a CML. ou com as andanças da SOMAGUE, entre outros assuntos enfiados na gaveta e assim. a ver. já.

vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 17


breathe



eu e o ecrã em 2007 # 27

© rabiscos vieira

cramez fez a sua marie antoinette com bola de carne ao invés de brioches

o pesadelo de ronda bhyrne



esqueçam O Segredo. invistam mais nas feiras. I kid you not.

provérbios de Ruca

há uns que são filhos, há outros que são enfiados.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos


jo no credo em gays, pero que los hay, los hay. estreado aqui.


fim-de-semana à portuguesa

houve de tudo e à fartazana, almoçarada de arroz de cascas regadíssimo a tinto da casa e presunto à sobremesa, cinema com romance montecchio-capuleto passado nas berças e ao ritmo das aceleras, bola na tv com o meu porto a lamber as feridas dos joelhos trazidas de fátima, o que é pena pois que dificulta a legitimidade da violência conjugal, ida às compras ao super, leite, pão e variedades frescas e congeladas, fila de caixa emparelhada com uma família addams lançada às feras da tomás ribeiro, e é nestas alturas que eu lamento a máquina fotográfica na gaveta de casa, teatro com família disfuncional liderada por um papagaio das revoluções falhadas e acolitada por uma inércia geral, característica de um povo que está à beira do abismo, exactamente dois minutos antes de cair por ele abaixo. cafezinho na fnac para ver as vistas, o que a malta gosta de feiras e em não as tendo enfia no espaço de consumo só para pôr os olhos no que a carteira não permite, o amanhecer já tinha sido azedo, a fazer contas ao computador novamente avariado, vítima de uma vida de exaustão e de uma qualidade sonae que me deveria ter feito desconfiar à data da compra, este que aqui escreve tem a máquina ligada hoje por alguma partida do mafarrico que vai não volta me assombra as ideias e a motivação, vou mas é fazer back-ups como um menino prevenido e nórdico já teria feito, antes que a motherboard se foda de vez e eu lamente a lusitanidade das minhas prioridades. até já. ou mais logo.