hoje durante o meu turno ouvi um segurança afiançar ter visto o freddy adu junto a uma estante de livros e rematar a frase com um queres ver que o cabrão do preto gosta de ler, conheci o livro segredos sexuais das lésbicas que todo homem deve saber, que não vou comprar, ouvi um cliente confessar que tem uma grande panca [sic] pelo pollock, e pela mulher dele também, uma pena não se falar mais dela, um problema ao nível de um médio-oriente, de uma fome em áfrica, e ainda descobri o livro milagres e crendices populares, que esse sim vou comprar, é desta que a santa da ladeira não me escapa, por não mais que seis euricos e pressinto que o conteúdo aqui do tasco vai ficar assim mais para o enriquecido. ai vai, vai.
o trabalho liberta
Publicada por pedro vieira em 18.1.08 0 comentários
amores imperfeitos # 144
Sandro incentiva Carina a enriquecer o seu vocabulário mas o único palimpsesto que ela conhece está sempre cheio de roupa suja.
Publicada por pedro vieira em 16.1.08 2 comentários
campanhas
com a iliteracia em que se tropeça à fartazana precisávamos era de uma campanha de prevenção dos ABC's.
Publicada por pedro vieira em 16.1.08 1 comentários
pensadores imperfeitos
Ruca ligaria mais à filosofia se lhe apresentassem uma crítica da razão dura.
Publicada por pedro vieira em 15.1.08 0 comentários
as castanholas
olá, tudo bem? pá, orienta-me aí uns livros assim tipo eróticos, no outro dia estive aí com um colega teu, ele já me amostrou uns, isso não, é uma merda, quero uma cena da pesada, é para enviar a um amigo meu que está preso e sabes como é que é, um gajo tá detido, tá abstinente de mulheres e atão não pode ser só mamas, óssenão mandava-lhe umas playboys, tás a ver, ia ali ao rossio e com dois ou três euros mandava-lhe uma revista mas eu quero mandar uma coisa melhor, esse aí, deixa cá ver, tem de ser potente, caralho, senão o gajo não pode bater umas castanholas em condições e sabes como é que é, um gajo preso, podia mandar-lhe umas ginas mas depois não passam, tem de ter mais qualidade, para passar lá para dentro, deixa cá ver esse. olha boa, vou ver para ali. ou então depois passo por cá, que agora não tenho dinehiro, tem de ser bom, é para mandar para um amigo meu, estás a ver?
vive-se toda uma magia quando se trabalha com livros. só não sei em que sentido.
Publicada por pedro vieira em 14.1.08 11 comentários
agora com treino militar
nossa senhora ASAE zelará por uma pátria livre de ciganos contrafactores, colheres de pau e ginjinhas de colar os pés ao chão. viva portugal.
Publicada por pedro vieira em 13.1.08 2 comentários
feel like dancing
é soberbo poder ouvir música dos nossos dias, exacerbada a coqueluche pela imprensa da especialidade, conseguindo ao mesmo tempo reportar-nos a recordações de infância, festivais, eládio clímaco e ana zanatti, férias no bico da areia/cova do vapor, a novela dancing days e quatro num sofá em frente à philips em tons de cinza, que preto e branco é outro tipo de contraste mais agudo e lá por casa sempre estimámos costumes brandos. estes sons agrediam-nos mais do que os tractores e carrinhos cheios de metal, não homologados pela cee [ainda não estávamos nela, contrariando os arautos gnr], especializados em trilhar dedos. os carrinhos, não o vítor rua e companhia. ou do que os escorregas sem protecções, ferrugentos e aguçados, e a areia do fundo do brinquedo à espera de se nos alojar nos dentes. dizia, estes sons infiltravam-se nas meninges e, redescobertos agora em novas embalagens, fazem salivar de prazer. ou salivar só, vá. em primeiro lugar a versão de M.I.A. em 2007. de seguida o original indiano descoberto num comentário do auto-retrato. e que pena a índia nunca ter participado na eurovisão, se até israel por lá anda, os vizinhos asiáticos não gostam de ouvi-los cantar, é o que ouvi dizer. é caso para dizer luis, o comentador et royaume-uni: dix points.
Publicada por pedro vieira em 13.1.08 4 comentários
sarkozy com bruni é farofa
quando o chavecito pode andar a trincar lombo naomi.
Publicada por pedro vieira em 13.1.08 1 comentários
a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos
Publicada por pedro vieira em 11.1.08 1 comentários
depois dos autocolantes da penélope, das bandeiras à janela, dos coletes reflectores no banco da frente
chegaram os posts sobre o aeroporto com o sketch do gato fedorento.
Publicada por pedro vieira em 11.1.08 3 comentários
perder os três
é oficial, hoje comprei o meu primeiro livro de poesia, género literário a que sou tão alheio como o paulo portas é alheio aos solários. ok, exemplo mal escolhido. seja como for, estreio-me nestas lides do soneto e do diabo a sete que povoa o universo das paneleirices ditas em frases cortadas a meio e envoltas em mancha branca de papel. e julgo que esta revelação não causará estupor aos meus visitantes. quem está habituado a um blogue de favas com chouriço dificilmente vem à procura de foie gras. aliás, confessei esta minha deficiência ao autor. ele prometeu não contar a ninguém.
Publicada por pedro vieira em 10.1.08 7 comentários
a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos
Publicada por pedro vieira em 9.1.08 0 comentários
no posto de escuta

hypocrite, uma faixa em honra de uma certa maneira de fazer política e de lidar com tratados. e promessas.
Publicada por pedro vieira em 9.1.08 2 comentários
a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos
Publicada por pedro vieira em 9.1.08 0 comentários
palpita-me, caro socas
que pelo andar da carruagem as pensões que vão crescer verdadeiramente em portugal são aquelas de águas correntes. e troca de lençóis de 15 em 15 minutos.
Publicada por pedro vieira em 8.1.08 1 comentários
o lançamento do francisco, salve seja
os bem-intencionados irão pela literatura. eu irei em busca de alcoól grátis, apanágio da casa dos heterónimos. isto antes que se proíba o consumo de bebidas em locais fechados.
Publicada por pedro vieira em 8.1.08 2 comentários
publicidade institucional
irmaolucia, o blogue eléctrico e doméstico mais desejado do que a bimby.
Publicada por pedro vieira em 8.1.08 0 comentários
consolo a partir do pacheco

consolo é ter para ler este canhenho, comprado há umas semanas ao semideus dos livreiros, carlos loureiro, que toma conta da pó dos livros enquanto adoça a populaça com estas pérolas. a não mais que 5 euricos.
Publicada por pedro vieira em 7.1.08 4 comentários
bucareste em lisboa
com a queda para a lamúria e choradinho que tipos como o pulido valente e o sousa tavares patenteiam acerca do tabaco não se admire se os encontrar na rua a vender o borda d'água.
Publicada por pedro vieira em 7.1.08 2 comentários
ASAE sempre
ouço nas notícias que as colheres de pau deverão ser substituídas por congéneres de plástico ou silicone. mal posso esperar por fazer um refogado com os pensamentos na elsa raposo.
Publicada por pedro vieira em 7.1.08 0 comentários
luiz pacheco fez o último manguito
Já de madrugada, o Mensageiro das Trevas aparece-me na cama, agarra-me quase ao colo com os seus dedos de aço nos braços e diz-me baixo, numa voz irónica mas simpática (ou cínica e trocista?): «Ontem (referência, parece, a um sonho meu da véspera, em que me surgia A Morte, com a sua caveira comum, de dentuça à mostra, cara desgraçada!), ontem viste-me com a minha triste cara verdadeira, hoje venho alegre (a face dele era uma máscara apalhaçada, coberta de giz), mas é para te dar uma má notícia, coitado:
Acordo aos estremeções, aflito, com uma consciência muito nítida do encontro, e começo por fazer figas debaixo da roupa ao Intruso, mas depois, cheio de uma superstição infantil (que me ficou de criança, entenda-se), faço o sinal-da-cruz. E para não tirar as mãos debaixo do quente das mantas, engrolo gestos e palavras mesmo sobre o peito, à matroca, como um aprendiz de catequese faria. Sossego mais. Começo a pensar como morrerei.
Exercícios de estilo, Estampa, 1998
vai-se um autor muito de cá de casa e num ponto discordo do daniel – as entrevistas tragicómicas, nomeadamente uma dada ao DNA há uma dezena de anos, serviram para iluminar iletrados como eu que desconheciam o personagem. e à guisa dos dislates passei também a conhecer o escritor. o disparate pode ter a sua função social.
Publicada por pedro vieira em 6.1.08 1 comentários
considerações de um blogger em registo maya num programa da tarde
a nível nacional suspeito que não se passará nada de excepcional, josé sócrates continua rumo a supernova, haverá distribuição gratuita de óculos ray ban por forma a que todos, velhos e novos, desempregados e aleijados, maçons e notáveis, gestores e filhos da puta, ai que se me escapa o lettering para a redundância, possam apreciar o brilho do nosso primeiro, no ppd/somague/psd prevê-se que menezes continuará a exibir o seu carisma de buda de bamyan antes de um alka-seltzer, o pcp deverá continuar a sua campanha de tira-nódoas, avançando para a limpeza de mais presidentes de câmara eleitos por populações que ainda não conhecem as maravilhas do centralismo democrático, o cds apresentará novas provas do envolvimento de bernardino soares no assassinato do sidónio pais, do rei d. carlos e de el-rei d. joão II, presumivelmente envenenado por leninistas precoces. o bloco discorrerá sobre as tristezas da pobreza à portuguesa vista a partir da varanda do lux. uma maçada, são dois milhões e mais uns quantos remediados, como este que vos escreve a partir do futuro, um tudo-nada deprimido, um tudo-nada amargo, um tudo-tudo esperançoso como o caralho. bom ano porreiro, pá.
Publicada por pedro vieira em 6.1.08 3 comentários
boas notícias
caíu o sinal vermelho para os camelos do dakar, lançar areia de esguicho sobre os pretinhos agora só para o ano.
Publicada por pedro vieira em 4.1.08 10 comentários
a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos
Publicada por pedro vieira em 4.1.08 1 comentários
amizades imperfeitas # 64
Sandro anda rasgadas loas ao talento de jonathan littell, já Ruca não sabe nada sobre nazismo mas garante que benevolentes são as gajas que deixam ir ao cu no primeiro encontro.
Publicada por pedro vieira em 4.1.08 4 comentários
a quarta lista
quem me conhece sabe que sou um psicótico da música. quem não me conhece não sabe o que perde. adiante, deixando para trás a modéstia, não confundir com a molestia, ayudame, que la tiengo, à moléstia, una moneda per favore, tengo fuome e doenza, que ainda não chegámos à roménia embora às vezes pareça que sim. a metodologia é a do costume, não importa a data de edição do disco, importa se rodou muito nos meus ouvidos durante o ano que passou, passou, whatever will be, will be. cá está o lastro musical a infestar, a fazer-se notar como uma golfada regurgitante de um zombeteiro de fim-de-ano amancebado com uma stolichnaya, só para armar. estes foram os dez que mais bombaram por aqui.









uma consideração sobre os the national, disco the boxer, que não incenso. segui a sugestão de há meio ano atrás do sérgio e ouvi-o com redobrada atenção, concluindo que as notícias sobre a sua genialidade são manifestamente exageradas. no meu parco entender temos metade de um óptimo álbum. a outra metade ficou com o novo dos bloc party, que também não me encantou por inteiro, o que lamento por gostar imenso do okereke e do seu baterista metronómico. a terminar o balanço o vídeo da canção mais infecciosa do ano aqui para o rapaz. sendo genericamente um moço afilhado do rock rendo-me perante o génio pop orquestral do kanye west. até me pôs a gingar sozinho pela rua fora, o cabrão do preto.
Publicada por pedro vieira em 3.1.08 6 comentários
abrir os posts de 2008 com os balanços de 2007 ou da terceira lista irmaolucia
os blogues. dão-se prémios, fazem-se rankings, cumprimentos e salamaleques, cospe-se no prato em que se come, vide o relambório do Calimero no Público do último sábado para se apreciar uma boa sessão S&M de final de ano. os meus favoritos andam genericamente pela barra lateral. visito diariamente uma boa parte deles. depois há os casos patológicos, onde vou mais do que uma vez por dia, mesmo que por vezes alguns deles se marimbem na massa crítica de leitores e façam posts de quando em quando, os cabrões. mas com respeito. no bom estilo booker prize cá vai a shortlist desses tais, que são mais do que dez, e esta dezena é portanto uma espécie de mais-que-tudo, com estima, carinho, ramos de flores e postais perfumados e toda a parafernália rebarbativa-foleira a que têm direito:
zero de conduta
arrastão
auto-retrato
bandeira ao vento
estado civil
ana de amsterdam
womenage a trois
cinco dias
last breath
vida breve
postai e multiplicai-vos, lá dizia o outro.
Publicada por pedro vieira em 3.1.08 3 comentários










