politólogos imperfeitos

Ruca tem imenso medo que lhe vão ao pacote anti-corrupção.

o tempo, pouco. a rádio, nostalgia



do prémio PT de literatura

parece que o prémio foi parar às mãos de um indivíduo chamado Nuno Ramos, que também é artista plástico, o que aprecio, não houve murilos, nem nomes com apóstrofes, nem indivíduos que usam iniciais enigmáticas seguidas de pontos, nem gente com três nomes, nem pseudónimos rebuscados, Nuno Ramos, assim só, em tempos também eu conheci um Nuno Ramos, inadaptado social, trintão a dividir casa com a mãe e génio do cálculo e da matemática, mago dos elevadores, físico autodidacta, príncipe dos downloads, logo, terror dos copyrights, outras formas de viver e construir uma narrativa preenchida. Nuno Ramos. foi bonita a distinção, pá.

muito melhor do que a pomba gira, mas sem direito a fellatio



via o incontinental

o casório da boiolagem, o bichanar ao ouvido

eu não sei se a fernanda tem ascendente sobre o socas mas se a coisa funciona assim então não tenho dúvidas que o vasco lobo xavier anda a dormir com um urso.

vieira, o conservador

depois de consulta madrugadora com o senhor que me baliza os apetites descubro-me chegado aos 80 quilos, valor de referência para gerações de gente que roça o metro e oitenta de altura. regresso a casa e embora esteja de folga estou a trabalhar, o que também é um clássico, passe a redundância. das colunas do pc (não há cá modernices da apple, daquelas sem cpu e a esbanjar desáine) brota o talking book do stevie wonder.
só me faltam os livros do rui ramos na estante e a lareira na sala mas suponho que a vizinha de baixo não queira ficar com o tecto em chamas. uma reaccionária, é o que ela é.

e no entanto há pormenores que me fazem lamentar o fim das duas alemanhas e do bloco soviético

A Ópera de Berlim, sob a batuta de Daniel Barenboim, abriu os festejos, antes de Merkel e os convidados atravessarem a porta de Brandenburgo, ao som de Wind of Change, a música do grupo alemão Scorpions, transformada em hino da reunificação.


Público, 10/11



kalashnikov, 90 anos

© rabiscos vieira

prebendas, discursos oficiais, condecorações, hagiografias, reportagens de tv, destaques noticiosos, brindes do presidente medvedev, tudo em função de um indivíduo que criou uma máquina de estropiar que já fez milhões de mortos, de aleijados, empunhada por exércitos, miúdos-soldados, mercenários, traficantes, wackos americanos enfastiados com as suas vidas de subúrbio. assim esteja vivo cheira-me que para o ano vem aí nobel da paz.

há já muito tempo que as metáforas atrevidas da ana gomes se tornaram irrespiráveis, pelo menos desde aquela das candidatas fantasma

Só o PS pode fazer a diferença no combate à corrupção em Portugal.
Só o PS pode, sobressaltando-se, fazer o país dar esse salto à vara sobre o pantâno.



só para acrescentar mais um tópico ao excelente perfil desenhado pelo jaime bulhosa, diria que o livreiro é aquele indivíduo que deve estar preparado para responder a perguntas à queima-roupa, como por exemplo


olha lá, não foste tu que apresentaste a ipod-battle no music box?


espaço pub

© rabiscos vieira

ilustração para a revista Nós do jornal i, tema "Resistentes", arquivada na gaveta do costume

uma coisa é certa

se eu fosse da família do arquitecto saraiva, preferia ser dado para adopção.

state of the art



há dias em que me apetece queimar a minha discografia, que é como quem diz a minha vida, e ficar só com isto. desde que desse uma fogueira linda.


por alguma razão não me espanta que esta gente também tenha editado a "História do Feio"


a Nobel da Literatura 2009, de regresso às livrarias portuguesas pelas mãos da Difel


godinho, madoff dos pequeninos

como é nosso apanágio até o nível da nossa corrupção fica na cauda da sucata. da europa, digo.

mÚSICA & dESIGN


marques mendes hardcore bangers


alguém vai deixar de cuspir nos jerónimos para passar a escarrar no palácio do planalto

O governo de São Paulo suspendeu ontem duas pensões pagas a Maitê Proença, que totalizavam cerca de 13 mil reais (cerca de 5 mil euros) por mês.

mais lenço branco, menos lenço branco, com referendo, sem referendo

é por demais evidente que o paulo bento deve ter desposado o bettencourt.

espaço PUB

© rabiscos vieira

está aí a LER de Novembro e eu com ela. agora é caçá-la, entre bancas, livrarias e outros demónios


Ruca acha que vem aí um boom imobiliário na Almirante Reis

Sócrates anuncia aumento das pensões mais baixas

os Super-heróis na história


assim podia ter acontecido. via minoria relativa.


diz o roto ao nu

China acusa Google de violar direitos de autor.

via blogtailors

o evangelho segundo Zeferino






quem disse que os velhos já não podem ser popstars? ponham-se os olhos nos Stones, que compuseram a primeira canção ainda a América não era independente, e como tal o Saramago entra em palco com o público já rendido, de pé e em gáudio, e a partir daí tocam-se as malhas que a massa ululante quer ouvir, abre com um single bem esgalhado não procurem os hematomas, que eu tenho a pele rija, e a partir desfia-se o novelo esperado - os golpes à santa madre coiso e tal - o inesperado - referências abundantes ao truca-truca - e o inspirado bem humorado, como quando afirma eu não sou teólogo, graças a deus. há-de falar-se duas vezes na inês de castro, senhora posta em sossego e a quem cortaram o pescoço, no professor doutor pulido valente ainda que de forma velada, nas crianças de sodoma - o single mais rodado como já fiz notar há uns posts atrás - na preguiça de deus desde a Criação, no volume de vendas do livro (70000 exemplares em dez dias), na sua espessura e na sacrossanta (sic) mancha gráfica imposta pelo camarada Zeferino. Que abriu a sessão com um agradecimento ao CCB, que confusão tão ímpia, valha-lhe deus, também. O mesmo Zeferino haveria de lançar o seu evangelho: não comprem mais do que um livro, de forma a que a sessão de autógrafos não se torne esgotante. Palavra do Senhor.

este blogue está de luto, morreu o António Sérgio