
nova interrupção até dia 4 pela noitinha. vou ali e já venho. peace brothers and sistas.
menopausa
Publicada por pedro vieira em 28.6.06 0 comentários
observação com uns dias de atraso

com entrada directa para os canhenhos da História, ao lado de Verdun, Trafalgar, Estalinegrado e Guadalajara. Nuremberga 2006, só para cabra macho.
Publicada por pedro vieira em 28.6.06 0 comentários
aparecimento fugaz
interrompe-se o período de vacanças, como soi dizer-se pelos meus primos nortenhos emigrados em Lião ou Bordô, para deixar uma nota pop chunga - os fins de tarde na ria formosa deviam acontecer ao som dos sigur rós, alternando episodicamente com o "grace", obra doce do senhor que se afogou inadvertidamente. disse.
Publicada por pedro vieira em 28.6.06 2 comentários
promessas e onzes iniciais
grande prazer retirei da proposta de onze inicial italiano apresentada pelo rui tavares no seu pequeno blogue, desgraçadamente pouco actualizado para desgosto de toda uma nação blogueira. este caramelo de badajoz, esta doçura de post de alicante veio na sequência de outros "onzes" que o rui tem em carteira e dos quais sumariamente falou em debate de chuteiras na casa fernando pessoa, aqui há atrasado. e não, não estou a acusar o poeta de ter perturbações mentais. algumas semanas depois, em encontro fortuito no parque eduardo VII que não meteu DIAP ao barulho o gajo [o rui, não o fernando] sugeriu-me que fizesse também uma proposta de onze maravilha para resgatar o caneco, valendo-me de uma idiossincrasia deste blogue e do seu antecessor agridoce - a veneração por certas e determinadas capas de discos. pois bem, respondo agora ao desafio e aqui fica o último post antes da ida a banhos. um grande bem haja e que, por favor, não nos saia a argentina na rifa, situação que me deixaria de coração dividido - prefiro que jogue o crespo ou o tevez de início?

Guarda-redes: Vickie Hanson, dotada de grande elasticidade e agilidade consegue cobrir várias zonas da baliza em simultâneo. Segundo fonte anónima (a mãe) Vickie esteve para chamar-se Dom da Ubiquidade.

Laterais: David Paquette e Miss Kay MacFarland. Dois laterais agit-prop capazes de cortar cerce o meio campo adversário. David, alcunhado de Variações Goldberg mas sem a piroseira do Minho a Nova Iorque faz todo o corredor com a simplicidade de uma escala de piano. Miss MacFarland joga como quem monta a cavalo e não estou a referir-me a pornografia.

Dupla de centrais: Nathan e Ronda são implacáveis na marcação e acreditam na santíssima trindade do tackle, cotovelada e pé em riste. Conhecem-se como ninguém e jogam de olhos fechados. Ao que nos é dado ver também o fazem quando compram roupa. Graças a deus que existem os equipamentos.

Trinco: Roger, o homem que varre toda a zona em frente à defesa, carregador de piano que é o primeiro a lançar o ataque. Conhecido como o tás-aqui-tás-ali aparece de onde menos se espera mas sempre com muito estilo. Joga como quem posa o que não é nada dispiciendo nos tempos de primado da imagem.
Médios interiores: Irlene Mandrell e Tino, jogadores talhados para jogar no apoio aos laterais, que lhes surgem recorrentemente nas costas, e para jogar no miolo, o que significa que são recheados de surpresa. Quando em situação defensiva apoiam Roger em triângulo invertido.

O Número 10: Carl Preacher, o playmaker, home dotado de velocidade, técnica apurada e excelentes relacionamentos teológicos. De drible fácil diz-se dele que já enfrentou o arcanjo gabriel num mano a mano e que ganhava de goleada não fosse o facto de, normalmente, as aparições não trazerem consigo balizas. Tem visão panorâmica de jogo, situação que as más línguas relacionam com o corte de cabelo "globo terrestre". É uma espécie de Sansão de chuteiras.
Os Pontas de Lança: Oscar Zamora e Don Chema, dupla de entendimento perfeito que espalha no relvado o perfume latino, o que costuma valer-lhes a alcunha de Bifes de Cavalo. Extremamente velozes desmarcam-se com extrema facilidade graças à bola de cristal que parece soprar-lhes ao ouvido a posição futura dos defesas adversários com cinco segundos de vantajoso delay. Diz-se que não jogam um sem o outro, o que é facilmente entendível já que um deles é um boneco de pano sem pernas. Nas fotografias não constuma discernir-se qual deles vive nessa aflitiva condição.
e prontos, aqui fica o meu dream team. até ao meu regresso e bom mundial para todos os meus 12 leitores. beijos e abraços.
Publicada por pedro vieira em 18.6.06 3 comentários
Uma ilustração por dia não sabe o bem que lhe fazia # 17

como não entendo bem a dinâmica dos duplos de Borges fico-me por um único corpo retalhado à Houdini. Com os pés em Lisboa e a cabeça na ria formosa.
Publicada por pedro vieira em 17.6.06 0 comentários
das férias vagamente merecidas
está quase na hora de o sandro ir com os sete volumes da "recherche" para a zona da maré baixa, de o ruca ir apagar beatas na areia e de a carina vestir o fio dental, ironicamente apelidado de "dental de leite", dada a tibieza da espessura de tecido. o irmaolucia afinal não faz milagres, para além do da progressiva impopularidade, e como tal não terá novidades na ausência do seu criador autocrático. pausa entre 18 e 27 de junho. um ou outro post de ressaca e nova pausa de 28 a 5 de julho, para arrematar. até hoje à meia noite há-de ficar mais um par de posts. até já ou até logo.
Publicada por pedro vieira em 17.6.06 1 comentários
chalaças parvas da mendicidade
estou sem chet, baker.
Publicada por pedro vieira em 17.6.06 1 comentários
adoro
pessoas que dizem ter visto um filme de porno chanchada.
Publicada por pedro vieira em 17.6.06 3 comentários
amores imperfeitos # 84
para Sandro o marcante Tristes Trópicos de Levi-Strauss é sinónimo de génio, para Carina é sinónimo de levar calças de ganga para uma praia de Punta Cana.
Publicada por pedro vieira em 15.6.06 1 comentários
freakonomics ou 36 razões para não enriquecer
mao II, à procura de sana, filho de deus, a piedade e a forca, o dom de gabriel, gato preto em campo de neve, contos do diabo, a tirania da comunicação, a minha vida é uma arma, o passageiro walter benjamin, reportagem uma antologia, memórias de um pinga-amor, ele foi mattia pascal, história global, as intermitências da morte, o homem duplicado, os 7 loucos, marlboro sarajevo, mitzváh, memória de elefante, história geral dos piratas, as cruzadas vistas pelos árabes, o jovem persa, o livro do riso e do esquecimento, berlim 1919-1933, capitão alatriste, as boas consciências, escritos no deserto, licores, a longa viagem, a guerra civil de espanha, a queda de berlim, longe de veracruz, tangências, história de lisboa I, o muro antes e depois.
e um dia que seja pai ainda me hão-de perguntar "foda-se oh velho, torravas assim a guita e não tinhas playstation??".
Publicada por pedro vieira em 15.6.06 2 comentários
do destino marcado pelo quotidiano, reload
torna-se difícil fugir à bizarria quando se almoça na casa de pasto do costume um peixe chamado cuginova. just don't ask.
Publicada por pedro vieira em 14.6.06 2 comentários
publicidade institucional
irmaolucia, o blogue astrológico que achava ridículo o pseudónimo Maya até descobrir que a senhora se chama Eunice Cristina.
Publicada por pedro vieira em 14.6.06 0 comentários
politólogos imperfeitos # 19
Ruca concorda que não se dê BI português a quem não saiba o hino. Ao menos que trauteasse o arranque, com o ser benfiquista e o ter na alma a chama imensa, ora bolas.
Publicada por pedro vieira em 14.6.06 0 comentários
dos comportamentos compulsivos
há uns anos atrás - ou como se diz na terra da minha mãe "aqui há atrasado" - quando eu trabalhava no eixo entre-campos/avenida 5 de outubro ouvi contar uma estória dramática, expoente máximo do acaso-filha-da-puta. Um senhor que lia distraidamente um livro, encostado a um prédio, sofreu morte instantânea por ter sido atingido no crânio por um semáforo. Numa improvável cadeia de acontecimentos dois carros chocaram violentamente na avenida, um deles despistou-se e embateu no tal semáforo que, por sua vez, fez o que se sabe a um anónimo desprevenido e inocente de chaparias amolgadas.
Os mais simplistas diriam "ler faz mal à cabeça" mas eu vejo neste episódio um dedito de paul auster, mesmo que com unha encravada, e como tal não só não acreditei no dito aforismo como hoje fui gastar o que não podia à muito fantasmagórica feira do livro. Tendo mantido a cabeça intacta verifico que o meu magro saldo é que está clinicamente morto.
Publicada por pedro vieira em 14.6.06 0 comentários
serviço público

caro leitor indefectível (sim, você é um dos onze que contam):
gosta apaixonadamente de futebol? gostaria de estar a assistir neste momento ao super-duelo Togo x Coreia do Sul e não pode fazê-lo graças à posição dominante de certos e determinados canais de acesso reservado? acredita nas virtudes da internet para alcançar a felicidade? tem simpatia por personagens como o barba ruiva ou o capitão gancho? então este blogue é para si, mande-me um email e eu poderei ter uma palavra amiga.
Publicada por pedro vieira em 13.6.06 4 comentários
publicidade institucional
irmaolucia, o blogue que se queria com classe mas que amanheceu a arrotar a pimentos.
Publicada por pedro vieira em 13.6.06 1 comentários
amores imperfeitos # 83
Sandro gostava do conceptualismo inerente às performances do palhaço Popov, Carina prefere de longe a telegenia da palhaça Picolé.
Publicada por pedro vieira em 12.6.06 0 comentários
publicidade institucional # 2
irmaolucia, um blogue de ambição marisco com uma conduta delícias do mar.
Publicada por pedro vieira em 12.6.06 0 comentários
publicidade institucional
irmaolucia, o blogue t1 que encara o Livro como um problema de estantes.
Publicada por pedro vieira em 12.6.06 1 comentários
do puxar dos meus curtos galões
em 26 de janeiro deste ano assisti a um momento delicioso que reportei neste post do agora comatoso agridoce. Hoje o Daniel, power ranger dos blogues aborda do assunto em versão melhorada, com imagens e tudo. Um ponto para a auto-estima do quase milagreiro irmaolucia, cujo grande mérito foi lançar a lebre em boa hora, graças à atenção prestada a canais impensáveis.
Publicada por pedro vieira em 11.6.06 0 comentários
crónicas ortográficas de um alfassinha # 2
sales talk
feira pródiga, feira gorda, feira prenhe de inspiração, sobre o que é que vou escrever quando a feira sair de dan brown entre as pernas e o Parque ficar para velhos hábitos com rapazes novos?
canícula que não força à desistência, ladeira acima, ladeira abaixo, magneto para quem vive perto, que até o corriqueiro cafezinho passa a tomar-se nas esplanadas de plástico verde escuro. chego a um pavilhão que não costuma atrair-me mas hoje na lateral em registo de saldo pop-chula há colecção de interesse a preços módicos, leve 4 pague 2, ou vice-versa, nunca presto atenção à mecânica destas dicas da semana, é a colecção que cabe no bolso e que fala da História, com H grande em papel couché da capa ao miolo, deve ser mate porque o brilho ficou quase todo nos conteúdos. Quando me abeiro as três moças que norteiam o negócio falam de petiscada, e eu de pança a dar horas, que o café amarelece a dentuça mas não alimenta o sebastião que daqui vos fala, que come tudo, tudo, tudo menos iscas e peixe cozido mas essa conversa não é deste rosário. De petiscos dizia eu, quer dizer, falavam elas, "ui a talhada de melão, com o molho a escorrer queixo abaixo", e eu a descobrir que jesus é um deus surpreendente, "e quando a talhada é tão grande que a gente está a mordê-la ao meio e as pontas tocam-nos nas orelhas", e eu a folhear revoluções russas e os orientes das cruzadas "oh, e a ameijoazinha comida com o molhinho e o pão", e eu cada vez menos concentrado na vida dos romanos e na vida do francis bacon, que bem frito também é bom snack e eis que a mais raçuda brada "eu agora vou ser ordinária mas não nada melhor que chupar o berbigão". Elas riem, eu congelo. Afasto-me e não compro nada, toda a gente sabe que os bivalves podem azedar com o calor e os livros nunca se sabe.
Publicada por pedro vieira em 10.6.06 3 comentários
Uma ilustração por dia não sabe o bem que lhe fazia # 16
Publicada por pedro vieira em 10.6.06 0 comentários
do destino marcado pelo quotidiano
torna-se difícil assentar a vida na normalidade quando num telefonema inócuo de meio da tarde ouço a minha mulher a dizer, de forma indolente, "eh pá que barulho, não se foi uma porta a bater ou um tiro na rua".
Publicada por pedro vieira em 10.6.06 0 comentários
amizades imperfeitas # 26
Sandro convidou Ruca a ir ver o director's cut d'O Bom, o Mau e o Vilão. Ruca recusou - ninguém lhe tira da cabeça que o Sergio Leone deve ser da direcção do Sporting e isso faz-lhe abjecção de consciência.
Publicada por pedro vieira em 9.6.06 1 comentários
das afinidades
em consonância com o movimento de apoio que decorre aqui no irmaolucia o jtf do queimado no momento já encontrou mais sete razões para apoiar a Argentina. E ainda por cima são argumentos in loco. O que confere maior legitimidade ao apoio público mas para mim, que nunca lá fui, torna-se um bocado nojento, vá.
Publicada por pedro vieira em 9.6.06 1 comentários
suburbanos imperfeitos à hora de almoço
"- bem, o gajo dá-lhes uma lavagem ao cérebro... o pessoal anda lá à volta dele e fica tudo maluco.
- eh pá uma coisa é certa, o gajo é o pai do Punk de Mem Martins!"
Publicada por pedro vieira em 9.6.06 0 comentários
Da singularidade dos utilitários
esqueçam banalidades e frases feitas de classe média suburbana. a semiótica de vidro traseiro tem-se entretido com autocolantes como "corpo diplomático da máfia", "bébé a bordo", "sou pequeno mas estou à tua frente", "o meu outro carro é um porsche". Hoje no meu bairro esbarrei com um conceito radicalmente diferente, mais enigmático: "só os paraquedistas sabem por que cantam os pássaros". Nem mais. Se querem explicações liguem ao roland barthes. Ou a alguém mais vivo.
Publicada por pedro vieira em 9.6.06 0 comentários
Proposta de alinhamento para ícones pop em contexto geração Morangos
2. Guilhas, deixa-te de merdas
3. Que diferença é que essa cena faz
4. Cala-me se já me ouvistes no Skype
5. Chavala em coma [a acelera]
6. Meio bacano
7. Todas à Parfois
8. Ainda é cedo, man?
9. Mãos de Bershka
10. Manos do Colombo, avante
11. Dobra-te Xeila [tau]
12. Damas e mamas
13. Pânico [sem telemóvel]
14. Orienta-me o keu kero
Publicada por pedro vieira em 8.6.06 6 comentários
amores imperfeitos # 82
fã do Renascimento quase maneirista Sandro delira com a mestria de Tintoretto, Carina concorda que há lá sempre umas blusinhas em conta.
Publicada por pedro vieira em 8.6.06 0 comentários
eventos imperfeitos
lixo. nódoas. ruína. conflito. rock n' roll. ruídos. pó. ausências. fadiga. esbanjamento. velhos. insinuações. infltrações. mesquinhez. ilegalidades.
podia ser uma biografia do william burroughs. Foi a minha reunião de condomínio.
Publicada por pedro vieira em 8.6.06 1 comentários
singularidades de um blogger imperfeito
sofreu tamanha falta de inspiração que morreu asfixiado.
Publicada por pedro vieira em 7.6.06 1 comentários
219
e ao primeiro dia do irmaolucia recorde de visitas no blogue. Este fenómeno arruma com as argumentações de cépticos como o padre Mário da Lixa em relação ao poder de fátima.
mental note: ganhar popularidade significa mudar de blogue todas as semanas
Publicada por pedro vieira em 7.6.06 0 comentários
Uma ilustração por dia não sabe o bem que lhe fazia # 15

apoie-se o Dia do Cão, desde que seja feriado e dê para mais uma pontezinha, que Albufeira espera pelo desfile de carros quitados e tops do chinês.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 0 comentários
Comentadores imperfeitos
Simão Sabrosa revelou hoje que com a aproximação do mundial já sente o "bichinho". Ruca, que é má-língua, sugere que os divórcios não acontecem por acaso.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 0 comentários
Crónicas ortográficas de um alfassinha
Que fossa é essa
domingo dia de pausa, missa e feira do livro, ao entardecer os terminais multibanco chilreiam, em competição com os pardais do jardim com falo no topo, com os seus pulmõezitos atabalhoados de fumos e túneis por acabar. pedro vieira, aka o ditador do falecido agridoce, entre outras referências pouco elogiosas, arma-se de três parceiras e galga a calçada à portuguesa até ao promontório provisório onde irá ser lançado o livro que conta a vidinha do Godinho, senhor de timbre mítico em cantado-falado, expondo misérias e paixões e lutas que foram embevecendo a malta ao longo dos anos. Às nove, hora da desdita anunciada, ainda o palco do auditório era tomado por sons africanos, era a iniciativa de música angolana com um trovador um pouco manco de afinações, isto é piada sem graça em terra de minas e armadilhas mas ao dito faltava-lhe a perna do dó a apoiar o ré e nós ala que se faz tarde, aí vão os quatro cirandar feira abaixo-feira acima, para fazer tempo e gastar trocos e sentir cheiro de farturas, cujo imaginário se me toldou ao longo dos anos quando o povo criou a analogia de uma grande moca de drogas, sinónimo de chuto com a seringa das ditas (farturas), o Ruca explicá-lo-ia melhor.
Perto das dez o regresso ao auditório, o "Sérgio" (como é bom ser familiar da tropa fandanga que vai à tv e coliseus) no exterior com ar de enfado, o Galopim escriba escolhido e apresentador anunciado a lamentar "pois, estamos em Lisboa", noutras terras não há atrasos, se calhar abaixo do Equador haverá alguns mas também lá há outros fusos e isso é outro paleio que não cabe aqui. No placo desenvolve-se surrealismo em ritmos afro, agora com novos-melhores protagonistas, o vocalista/baterista de serviço brada "mais palmas que eu não ouvo" ou "eu avisei, eu é fogo", o ritmo em crescendo, o senhor da APEL em fatuncho e gravata dos 300 a bufar de raiva e preocupação, os pretos a gingarem o povo da semi-bancada, o ritmo acelerado a roçar a apoplexia faz com que um maduro suba ao palco e solte a franga, isto é uma figura de estilo, a franga teve-a guardada mas ameaçou sodomizar uma coluna de som com ela escondida, fez belly dance de camisa arregaçada, bamboleou o traseiro como se disso dependesse a sobrevivência da espécie dos dançarinos espontâneos e o número acaba em arrebatamento da assistência. Entre aplausos e gargalhadas eu já berrava "só mais uma", dois ou três corroboravam, e o senhor da APEL com a fúria a rebentar-lhe o fatuncho pelas costuras e a esbracejar como quem diz "acabou", o povoléu a sair em catadupa, o Galopim e o "Sérgio" que já vão entrando, sem deixar que os patrícios arrumem devidamente a tralha, o consagrado pelos vistos já se esqueceu de quando não tinha roadies que lhe empacotassem a tralha num piscar de olhos. Sentados na mesa da honra com h pequeno, com ar blasé e vinho tinto a condizer lá vão iniciando a tal apresentação do tal lançamento, o "Sérgio" vai fazendo caretas e acenos aos pretos que nunca mais abandonam a sala, a arrastar tarolas e batuques pela alcatifa sintética, acho que nunca houve de outro tipo portanto chamemos-lhe apenas alcatifa. Os ruídos de arrumação atropelavam a prelecção do Galopim iniciada à pressão, ninguém se lembrou que os que agora saem também foram obrigados a actuar com atraso, dois retardatários passam à frente da mesa para levar a última conga e o "Sérgio", que já sentiu uma força nos dentes mas que agora é snob de pivôs e postiços chama a atenção à populaça e, escarninho, lança: "vejam, não percam este grande momento", os admiradores riem, a nós os quatro salta-nos a mola, saimos imediatamente perante o triste espectáculo do narciso que já tem a paz, o pão, a habitação, a saúde mas a quem vai faltando a educação.
Inoculado pelo conceito de dar um chuto com a seringa das farturas corremos antes para outro Cavalo, o de Ferro, e lá gasto mais umas economias sem pensar em biografados.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 1 comentários
6/6/6
hoje é o dia da Besta. Scolari não comenta.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 3 comentários
Veraneantes imperfeitos
Soraia, a prima obesa de Carina nunca quer ir com ela à praia do Tarquínio/Paraíso. Ironicamente já a alcunharam de Complexo Desportivo.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 1 comentários
Habitantes imperfeitos
Sandro, Carina e Ruca têm casa nova. Sandro foi à procura de livros, Carina de televisões e Ruca de bonecas insufláveis. Encontraram-se na sala, ainda quase vazia.
Publicada por pedro vieira em 6.6.06 3 comentários
Uma ilustração por dia não sabe o bem que lhe fazia # 14
Publicada por pedro vieira em 5.6.06 3 comentários



























