"Pela primeira vez vi um cadáver. É quarta-feira, mas é como se fosse domingo, porque não fui à escola e vestiram-me este fato de bombazina verde que me fica apertado. Pela mão da mamã, seguindo o meu avô, que tacteia com a bengala a cada passo para não tropeçar nas coisas (não vê bem na penumbra e coxeia), passei em frente do espelho da sala e vi-me de corpo inteiro, vestido de verde com este laço branco engomado que me aperta de um lado do pescoço. Vi-me na redonda lua manchada e pensei: aquele sou eu, como se hoje fosse domingo. Viemos à casa onde está o morto."
G.G. Marquez, a revoada
a programação regular do irmaolucia segue dentro de momentos. tipo amanhã.
epílogo
Publicada por pedro vieira em 5.11.06
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