em defesa da má criação

ao menos não foi o generalíssimo franco que ofereceu o poder ao chavecíto.

lisboa em baixa resolução # 185


geopolítica de wc


gostar de bichices

caros 12 leitores, volto à carga com o meu alter-ego dj irmaolucia no espaço ilga. é no próximo sábado, a partir das 23, e o lado thrashy do rn'b e dos eighties conviverá alegremente e de forma assaz esquizofrénica com gentinha mais respeitável. pouca, porque não estou muito habituado a esses convívios. tratando-se da festa que assinala o 10º aniversário da associação poder-se-á cair na tentação de parodiar o evento com frases como "há dez anos a promover a sodomia" ou "ao lado das camionistas e bombeiras desde 1997". ou ainda "um enrabanço de aniversário". seja como for, parodiem mas apareçam. as bebidas são uma pechincha, palavra com ressonâncias porcalhonas, comme il faut. é na rua de são lázaro 88 e eu serei o tipo de óculos atrás de dois aparelhos de cd's e amparado em garrafas de cerveja vazias. e gentalha heterossexual, podeis aparecer sem reserva, ali ninguém morde. pelo menos não demasiado.

o mercado livreiro de alguma forma ao serviço deste blogue

PRIME BOOKS
NOTA INFORMATIVA
A MENSAGEM DA IRMÃ LÚCIA

Pelo presente se informa que se encontra disponível a partir de hoje, 5ª feira, dia 8, a 4ª edição do livro A MENSAGEM DA IRMÃ LÚCIA.
Esta mensagem justifica-se especialmente porque sabemos que existem muitos pontos de venda com o livro em rotura de stock e, por outro lado, a Prime Books tem vindo a receber sucessivas mensagens no seu site com a colocação de encomendas ou com questões relacionadas com locais onde o livro pode afinal ser adquirido.
A MENSAGEM DA IRMÃ LÚCIA, que tem tido um magnífico comportamento de vendas - 4 edições em 4 semanas -, é também um produto com especial apetência para vendas no período de Natal que se avizinha. Parece-nos, por isso, importante que não esteja em rotura de stock no período que se aproxima.

Melhores cumprimentos - e boas vendas!

Jaime Cancella de Abreu
Prime Books




químicos imperfeitos

Ruca só entendeu a prosápia de lavoisier quando ouviu falar da filha do nené.

com o meu vestido preto nunca me comprometo

o bem que sabe glosar a ivone silva, ícone dos oitentas e dos anacronismos, passe a redundância, referência do sabadabadu eivada de sabedoria popular, que já agora os interpol seguem de forma sábia. por mais angus young que nos soe o guitarrista solo não encontramos nele os calções, só fato escuro, nas teclas um clone do chiquito, side-show bob dos catitas, trajado de respeitável fato escuro, um baixista poseur à jp simões mas com tais tento na pêra e fato escuro, na bateria um protótipo do rufia das docas britânicas e cinzentas, geografia que não é estranha a estes nova-iorquinos a quem não vou cometer a desdita de relacionar com os joy division [foda-se, agora já está], de show profissional alicerçado no fiável negrume percebem eles, o vocalista de escuro dos pés à cabeça, claro [escuro?], a audiência conquistada a priori a reagir a todos os primeiros acordes com júbilo, como quem saudava as inúmeras reposições do há petróleo no beato, tudo muito eighties, o solnado há-de cair-nos sempre em graça mesmo que já conheçamos todo o desenlace, os interpol também, evitaram a metade do ditado que os podia tornar só engraçados. cumpriram. foi um bom concerto, competente, mas se for a avaliar se fiquei preenchido só me lembro dos croissants panike, um tudo nada insuflados pela apresentação, um tudo nada decepção no trincar. já não há vísceras em palco, só garrafas de água zero trinta e três. e ninguém me tira da cabeça que a voz aflautada que o banks revela ao vivo é engordada em estúdio à base destes ultra-congelados.

interpol

ao menos quando se chamavam joy division não havia máquinas digitais e telemóveis a enxamear a vista até ao palco, o que aborrece como o caralho.

programa das festas



então até já. vou estar com os meus óculos de massa, t-shirt escura e calças de ganga, sou perfeitamente identificável.

os monges beneditinos não tiveram medo de sonhar

se temos um tintoretto num mosteiro em santo tirso não há motivo para deixarmos de pedir que a capela sistina se transfira para dentro do colombo.

orçamentistas imperfeitos

Ruca não tem dúvidas, uma coisa é apoiar o zoo, outra é andar a financiar vacinas para o cancro do colo do urso.

seguindo as regras de um blogger que queira marcar território

não vi nada do debate parlamentar mas asseguro-vos que foi um flop.

mÚSICA & dESIGN ou do regresso de uma rubrica que tem andado descurada


olá virilidade


my own private plataforma do Não

se a senhora alexandra tété defendesse mesmo a causa da vida já tinha escrito milhares de caracteres a lamentar o regresso do cadáver santana aos holofotes.

todo o mundo é composto de mudança

acabo de mudar de emprego, sempre com os livros em fundo. quem me conhece percebe que a analogia do elefante a saltar de nenúfar em nenúfar não é uma analogia. é objectividade.

há quem defenda que o psicadelismo morreu com syd barrett

há quem todos os dias prove o contrário. sendo pago para isso.

via boina frígia

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos

© rabisco vieira

o estatuto e o tapete, estreada no sítio do costume.


fechar de cortinas


terminada a exposição na trem azul jazz store resta-me agradecer aos visitantes, saudar os ausentes, que entenderam defender a sua sanidade e o seu tempo precioso, e publicar online as ditas peças. estão todas aqui, em riscar.net. caros 12 leitores, bom proveito.

sicko, nós também

não falo das pessoas-lixo largadas no passeio, das escolhas caricatas entre dedo médio e anelar, da viagem a cuba para gáudio dos castros. fico-me pelo exemplo do congressista pró-seguradoras trasladado para um cargo de administrador numa delas e recordo-me do ferreira do amaral, venerável barão laranja, candidato autárquico e presidencial que folheava atlas das descobertas nos tempos de antena, que negociou faustosas vantagens para a lusoponte enquanto governante antes de migrar para lá e que goza com a cara dos pacóvios que somos, do alto do seu nib rechonchudo e do seu sotaque peculiar, no qual se trocam os erres pelos guês. não preciso que me neguem radiografias ao torax para me sentir insultado.

vieira in chains

é a segunda vez que sou embrulhado nesta corrente e vou voltar a quebrá-la. resolvi fazer nova transcrição porque o convite parte de um dos meus tascos favoritos. mas a corrente continua a ser bizarra até à quinta casa. ouça-se então mais uma fashion victim entre os adoradores de alá:

hoje traz um vestido árabe, verde e bordado, e um lenço na cabeça, mas da primeira vez foi mais difícil.

coelho, alexandra prado/rocha, daniel, muçulmanos em portugal, edição Público.

politólogos imperfeitos

Sandro não tem dúvidas, vai ser difícil atirar para o lixo a promessa do referendo ao tratado, consta que o caixote já está cheio com os 150.000 empregos.

no meu universo particular da alta finança

nunca recebi uma proposta vantajosa de fusão. mas já fui muitas vezes fundido.

uma questão melódica

gosto mais dos the clash do que de muitos membros da minha família.

fiscalistas imperfeitos

Ruca tem um sonho, ir à coima a toda a hora. se possível com derrama.

werewolf with panties ou da gente do meu bairro

há algo que se perde quando estamos a chegar a casa e vemos o gigante frontman dos moonspell a apanhar roupa interior do estendal.

biblioteca de baboseirel # 9

o rio piedra, de miguel sousa tavares.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos

© rabiscos vieira

kirschner, evita para o século XXI, estreada no sítio do costume


cada um a curtir a sua, podia ser tão porreiro, não é? Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta, pois pá, é só paleio pá, o pessoal não quer é trabalhar pá!


o professor catedrático [Vital Moreira] explica as razões que o levam a opor-se à realização de uma consulta popular ao Tratado de Lisboa, dizendo ser demagógico submeter a votação um “documento que quase ninguém consegue ler e que trata de centenas de questões de diferente natureza e alcance”.

Público online, 01/11

as famílias portuguesas e o papão da Dívida

ainda havemos de ouvir dizer que os senhores da cofidis comem criancinhas ao pequeno-almoço. e dão injecções atrás da orelha. a crédito, claro.

wishful thinking

a promoção do filme corrupção que garante ser este 'o filme que vai mudar portugal' não é apenas exagerada, hipérbolica. é manifestamente distraída, num cenário de regresso à ribalta de santana lopes, prova maior do imobilismo e descaramento que grassam entre as nossas gentes. e não há putedo do calor da noite que altere isso.

mais vinte discos que me custava ver incinerados às mãos do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 3


mojo pin