vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 17


breathe



eu e o ecrã em 2007 # 27

© rabiscos vieira

cramez fez a sua marie antoinette com bola de carne ao invés de brioches

o pesadelo de ronda bhyrne



esqueçam O Segredo. invistam mais nas feiras. I kid you not.

provérbios de Ruca

há uns que são filhos, há outros que são enfiados.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha # não sei quantos


jo no credo em gays, pero que los hay, los hay. estreado aqui.


fim-de-semana à portuguesa

houve de tudo e à fartazana, almoçarada de arroz de cascas regadíssimo a tinto da casa e presunto à sobremesa, cinema com romance montecchio-capuleto passado nas berças e ao ritmo das aceleras, bola na tv com o meu porto a lamber as feridas dos joelhos trazidas de fátima, o que é pena pois que dificulta a legitimidade da violência conjugal, ida às compras ao super, leite, pão e variedades frescas e congeladas, fila de caixa emparelhada com uma família addams lançada às feras da tomás ribeiro, e é nestas alturas que eu lamento a máquina fotográfica na gaveta de casa, teatro com família disfuncional liderada por um papagaio das revoluções falhadas e acolitada por uma inércia geral, característica de um povo que está à beira do abismo, exactamente dois minutos antes de cair por ele abaixo. cafezinho na fnac para ver as vistas, o que a malta gosta de feiras e em não as tendo enfia no espaço de consumo só para pôr os olhos no que a carteira não permite, o amanhecer já tinha sido azedo, a fazer contas ao computador novamente avariado, vítima de uma vida de exaustão e de uma qualidade sonae que me deveria ter feito desconfiar à data da compra, este que aqui escreve tem a máquina ligada hoje por alguma partida do mafarrico que vai não volta me assombra as ideias e a motivação, vou mas é fazer back-ups como um menino prevenido e nórdico já teria feito, antes que a motherboard se foda de vez e eu lamente a lusitanidade das minhas prioridades. até já. ou mais logo.

diferenças insanáveis

esta noite, por esse portugal fora, milhares de crianças vibram com a estreia televisiva de high school musical 2. em são joão da madeira espera-se pela versão fábrica de sapatos musical 1, referência mais compreensível para a generalidade dos miúdos.

o comentário que falta

muda o cabecilha no pomar das laranjeiras e a somague nem chus nem mus?

vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 16



strangers



a incontornável carga homoerótica das autopromoções da sic notícias

mister, estou a levar com dois homens ao meio, quem é que fecha?

wishful thinking

se ao menos o psd tivesse um tino de rans para animar a refrega eleitoral. se ao menos.

somos todos birmaneses

sempre é melhor do que sermos todos da amadora.

por falar em interrupções

aposto que o PSL abominava as pausas para compromissos publicitários quando era comentador de futebol com o seara.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha, # não sei quantos


hoje é dia de directas. estreado no sítio do costume.

blitzkrieg minipreço

visita de rajada ao minipreço por necessidade absoluta de evitar a morte por inanição do lava-loiça, a quinquilharia que dois marmelos acumulam num passe de mágica [ela], num passo de elefante [eu], lá vou direitinho ao logótipo azul e vermelho retinto, quem lhes disse que estas cores casavam mentiu-lhes redondamente, por alguma razão clubes que vestem estas cores vêm à primeira divisão e nunca mais sobem, torreense, águeda, é só escolher hoplitas do fracasso, e aqui enfio a primeira referência à antiguidade clássica, que o meco não é absolutamente brutamontes, limita-se apenas a tecer loas ao hard discount e a entrar por ali a dentro. passada a cancela começam as decisões difíceis, evitar ficar nauseado pelo rótulo e conceito do alvini, sucedâneo do martini, é uma delas. enfio pelo corredor estreito de frente para a entrada, aliás, todos eles são estreitos até à quinta casa, expressão enigmática que muito me apraz, se fosse só até à quarta talvez passasse largo, assim temos de um lado um velho debruçado sobre os horto-frutícolas, do outro um bloco sólido de paletes de leite, muro de berlim das vacas mungidas deste portugal que me obriga ao primeiro roça-roça desta investida por um detergente, e eis que salta à liça a dúvida clássica: dou o cu ou os entrefolhos ao reformado?, coisa que se resolve respirando fundo com fé e confiança e sem porfiar muito no assunto, deixa-se a decisão nas mãos das parcas, outra referência à antiguidade e não às roupas favoritas do carlos silvino, sigo sem pestanejar, passo pelos cereais de pequeno-almoço, pelo pão marca cimpor, pelos azeites e outros óleos, abraço-me a uma de tinto à má fila, se até ao lavar dos cestos é vindima pense-se na saga que é o lavar de pratos, monte velho no sovaco, curva na esquina das fraldas e guardanapos, mão sapuda a pegar no concentrado milagreiro e rumo à caixa, recto. três filas à disposição, a decisão faz-me escorrer o suor da têmpora à gola da t-shirt, sinto só a falta do som do morricone neste ambiente de western spaghetti de marca branca, enlatado cinematográfico que também grita do fundo da antiguidade clássica, pelo menos eram feitos em roma por pessoas com menos dentição do que um legionário. como a lei de murphy é o meu nome do meio escolho a mais demorada, de um lado a preta maria josé a aviar cartuxo, do outro o manguela que é um misto de nódoas, stephen king e joey ramone a despachar a clientela em registo tgv. ou alfa pendular, vá. e eu na fila da anabela, mulher que aparenta ter parado com o cavalo imediatamente antes da implosão, teatral, brusca, gesticula em frente às teclas do registo, o karajan se fosse vivo que se cuidasse, de batuta percebe a anabela, ou pelo menos de agulha, que tem as mesmas vogais mas faz muito pior à dentição, entre outros acessórios que convém a gente estimar. enquanto a moça emperra a fila, a senhora da secção menopausa que está à minha frente vai esvaziando o cesto para o tapete rolante, deixa-o [ao cesto] prostrado aos meus pés à laia de casca de banana mas eu não me desconcentro, aliás, não tiro os olhos dela desde que começou a recitar um mantra com os talões de desconto que arranca do porta-moedas, mmmnmnnnnnrrrrgggg, deve ser assim que se faz nas madrassas mas com penteados muito melhores, quem lhe aconselhou essa cor de violino para a trunfa aparada deve ter alguma vendetta oculta contra si, o mantra serve para perceber os talões que servem e os que sobejam, entrega-os todos à anabela e procede para o fundo do alumínio para começar a ensacar, entretanto toca-lhe o celular, coisa que reforça em voz alta não fosse dar-se o caso de alguém ter ignorado o toque especialmente foleiro e eu entretanto avanço para o registo de dois produtos e cartão minipreço que levo agarrado às chaves de casa, tudo fácil sem precisar de saco a dois cêntimos, GATUNOS, enfio a garrafa e o detergente na mala, agradeço à anabela a atenção e os ademanes de maestra e cruzo-me com a senhora que ainda palra ao telefone com uma doutora, adepois a dótora diz-me as respostas que eu vou dar às perguntas que me hádem fazer, mas a minha atenção já se tinha dispersado, eu próprio tive direito a talão de desconto e lá no fundo, com benesse de 20%, ilumina-se a cerveja bohemia, rejubilo a pensar na ruiva engarrafada e às vezes penso que esta malta do minipreço me mima e me conhece como ninguém.

à atenção dos dicionários houaiss

na próxima reformulação não esquecer de substituir o adjectivo 'ressabiado' por 'ricardo costa'. a televisão à portuguesa agradece.

vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 15


tame



a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha, # não sei quantos


gates em posição dominante
, originalmente publicado aqui

a teoria do hamburger prevalece sobre a do falafel

afinal a menina marroquina não era a maddie.

ponto de situação de um portista com o coração partido


nunca duvidei do infinito poder de fátima. mesmo que da marca de penalty.


da verdadeira razão da cólera de santana

nunca por nunca o ex-primeiro-mais-que-tudo quereria ficar colado a um episódio de coito interrompido.

em cada primeiro-ministro uma miss universo

josé sócrates pediu ontem o fim da pena de morte em todos os países do mundo.

a ver se adivinho o título do Público de amanhã sobre os 'lobos'

'portugal venceu a roménia só que fez menos pontos'.

a fidelidade segundo a leitaria condestável

eu tive tanto par de cornos, pá. eu só não sou o maior coleccionador de pares de cornos da zona sul de portugal porque não guardei nenhum.

anónimo

10-14, ayudame, tiengo molestia, per favore una moneda

desta vez a pedincha calhou à portugalidade, nem os romenos ficaram na base da cadeia alimentar.

vinte discos que eu salvava das garras do ministério para a promoção da virtude e prevenção do vício # 14


in bloom



promessa de blogger

mesmo de cara lavada o chiqueiro será sempre o mesmo. adeus filetes, caixinhas, retalhos, setas e pontinhos, casa de milagres é suposto ser clean como a ladeira que vem do topo da cova da iria até à basílica. sem espinhas.

handle with care

esta barraca vai entrar em obras de cosmética, o que fará com que passe a ser uma espécie de upgrade do falecido bairro do relógio para a zona j, com as implicações conhecidas. se a minha falta de perícia esfodaçar o html foi um prazer conhecer-vos a [quase] todos.

a galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha, # não sei quantos


socialismo quatro horas, quatro pistas. estreado no sítio do costume.

publicidade institucional

irmaolucia, o blogue para adultos cujas ordinarices não vêm discriminadas na factura.