why? alopecia














eis um disco que me escapou em 2008 mas que vai fazendo o seu caminho nas minhas meninges ao longo de 2009, de forma insidiosa, não é faneca que se deguste assim às primeiras, aliás, há aqui qualquer coisa de fastio pós-modernista que irrita, algo que está para além da indolência indie de uns pavement. aqui há cinismo, foda-se. e eu, que tenho o carácter de uma amiba, vou atrás, deixo-me embalar por umas guitarras cortantes aqui e ali, por umas teclas marteladas ali e acolá, por uma voz que não dá uma. para a caixa, pelo menos. and yet, como o outro dos fedelhos, enfim... gosto. sucking dick for drink tickets, at the free bar at my cousin's bat mitzvah, dizem eles a dada altura do álbum, eu cá também distribuí folhetos do euromarché em chelas e na amadora para poder ir ver os guns n'roses a alvalade. a cada um a sua cruz, em nome dos copos ou do rock, tanto faz.

a foice em seara alheia

© rabiscos vieira

o amor em tempos de kindle, ilustração inédita concebida para a rubrica de opinião no blogtailors


flexibilidade e polivalência

aquele senhor das notícias do banco santander vai muito bem como pivot da tvi 24.

amanhã pode ler no suplemento ipsilon



não tenho a elegância nem a classe da Isabel mas ainda assim usurpo-lhe o título, com descaramento e propriedade, para dizer que amanhã dou a minha perninha (canhestra) no ipsilon à boleia de certa e determinada entrevista a certo e determinado autor. para mais detalhes é conferir em papel, s.f.f., que o ecrã nem sequer me convence. o joaquin phoenix que o diga.


mÚSICA & dESIGN*


força total à música nacional

* uma dica da minha amiga loba


a problemática do citius

há um par de dias o senhor do sindicato dos juízes disse na sic notícias que estamos a caminhar para uma sociedade orveliana (sic). desconfio que ele próprio já começou a aplicar uma espécie de novilíngua.

à atenção da psp de braga




Suede - Animal Nitrate (Official Music Video) - The best video clips are here

primeiros meses de 1993, eu a flanar entre os 17 e os 18 anos, temperados pelo vinagre do punk e muito, muito pouco azeite, numa altura aliás em que a pouca ambiguidade admitida ia toda para os penteados dos megadeth que conquistavam qualquer adolescente com a deixa military intelligence, two words combined that can't make sense, mesmo que aparentassem ter saído há minutos da casa do eduardo beauté. e nesta altura que é lançada às feras a estreia dos Suede, com direito a androginia de capa e liderança de um brett anderson a destilar sexualidade, na atitude e nos vocals, e a guitarra tocada à navalha pelo bernard butler, até a editora se chamava Nude, valha-nos deus, melancolia e ruído melódico e sedução, andava um gajo convencido do no future dos pistols e vem este turbilhão em forma de pop-sal-grosso-na-ferida para provar que pelo menos o presente, líbido e transpiração são para aproveitar aqui (lá) e agora (então), sem olhar a géneros, I fell for a servant, he kept me on the boil, jurava o brett na faixa de abertura, a provocar, a arreliar. em boa hora percebi que esta gente sabia mais da poda do que os outros da crista e alfinete-de-ama na orelha e do too drunk to fuck. ai sabia, sabia.

um caso com o demónio


© rabiscos vieira

há múltiplas razões pelas quais se deve estar presente neste evento. literárias, musicais, malumäderianas, adjectivo que, aliás, acabei de criar. e depois dá-se o caso de se prever um ambiente de gabarito, já que este vosso criado não vai poder lá estar. e rói-se, rói-se.


amizades imperfeitas # 89

Sandro adora que lhe sigam o blogue por feed, Ruca preferia que lho seguissem por fod.

mÚSICA & dESIGN


é carnaval, ninguém leva a mal. au contraire, au contraire.


baptizem-na da forma que quiserem

mas para um trabalhador de shopping center este é mais um fim-de-semana de ponte salazar.

uma evidência

assustam-me mais as sambistas com pele de galinha e frio até ao duodeno no carnaval de ovar do que o soft porno de torres. vedras ou outras.

ouvi o dom saraiva martins no casino e lembrei-me disto



esquerda, volver



quando atravesso fases de boa disposição inexplicável gosto de molhar o pão no marcelo d2, dá-me um gozo de polpa de fruta a desfazer-se-me nos tímpanos, dengosa, e aqui tento concorrer directamente com a alegoria da sopa de peixe com leite de mamas, não é pêra doce, o marcelo, então, neguinho, positivo, boas vibrações, bons fluidos, brasil, suor e pobres, barracas, chope e jogo do mengão no maraca, é uma forma como qualquer outra de celebrar o sol que vai dando ar da sua graça em lisboa, e de fazer o papel de optimista, quem é esquerdalho é assim, arrisca-se sempre a fazer figura de parvo e naïf, entre outros encómios. e às vezes isso é bom, mandar foder o pessimismo antropológico às direitas, mais o seu cinismo encartado e as óperas do wagner, isso, mandar a brünnhilde às couves e matar saudades de um Rio, salada-de-frutas de gente, onde nunca se pôs os pés. e onde ciranda a mónica, a quem brindo com este post, curtindo saudades.

a bem da nação

tinha acabado de sair de certa e determinada livraria independente onde degustei uma água com gás, que isso de comprar livros está de gesso, a carteira até chia de fomeca, e deparo-me com um automóvel-espada, como se costumava chamar aos bólides aqui há atrasado, dizia, um espada mal estacionado na marquês de tomar, com um papel escarrapachado no vidro da frente onde se lia "protocolo de Estado", com maiúscula, e no lugar do condutor um indivíduo a dormir a sesta, a bem da nação, uma situação que seria melhor ilustrada por uma fotografia feita com o telemóvel do que por este relambório, o chavão da imagem que vale por mil palavras e cuja Verdade não o é, apenas será a erdade do seu criador naquele instante, como teorizava um daqueles franceses que tinham muito tempo para pensar, talvez por andarem com falta de homem, como garante certo e determinado hacker de certo e determinado deputado. lamentavelmente enchi-me de medo e não saquei do nokia, com medo que algum sniper de Estado vogasse por cima do automóvel e me atingisse com uma zarabatanada em cheio nos cornos e nos óculos, que mos rachasse ao meio, como já me sucedeu a caminho do lançamento de um livro no centro comercial vasco da gama, mesmo sem a intervenção de um sniper mas com os óculos fodidos à mesma, caídos no colo. uma lástima, para transeunte ver, e daí o acobardar-me, provocar as parcas e o eterno retorno não é comigo. tenho-lhes respeitinho.



diário de um blogger empenhado em apunhalar a sua própria credibilidade



4ª feira, 18 de fevereiro. hoje tive uma saudade danada dos megadeth.

o efeito soraia chaves

é passar do levanta-te lázaro ao levanta-te salazar.

uma sugestão de bandeira para a hierarquia católica

além da luta pela proibição do casamento gay a luta pelo fim das bebidas alcoólicas, seguidas de palestras, em casinos e similares.

de manhã é que se rocka o dia



Ruca considera que a criação de novas plataformas tecnológicas só fomenta a ordinarice, que é como quem diz

twitta aqui a ver se eu deixo.

vaz pinto, vaz patto, nogueira pinto

os opositores ao casamento da boiolagem tendem a ter nomes de aves. o que não é lá muito macho.

ter-lhe-ão dito que não se cortam mãos a quem perde finais em casa

José Peseiro é o novo seleccionador da Arábia Saudita

amizades imperfeitas # 88

Sandro é um fã incondicional d'o Leopardo, já Ruca só gosta de Lampedusa porque a partir dele podem fazer-se grandes rimas.

kiss me where your eye won't me











gulosos. e sim, de manhã é que se começa o dia.

mÚSICA & dESIGN


comigo ela vai sempre atrás. ou não.


mental note: acreditar mais vezes na menina limão



e gostar mais e mais de bifes

politólogos imperfeitos

Ruca seria mais solidário com Socrátes se as suspeitas fossem sobre o caso Freeporn.

ignorance is bliss é mas é o caralho



como é que este duo docinho, docinho me passou ao lado em 2008?


às dezanove e quinze no meu centro comercial

no momento da pausa e de rilhar o dente tenho acesso aos highlights do meu shopping, todo eu anglicismos, aqui e hoje, a minha pátria é a língua que está mais à mão, e por essa hora, às dezanove e quinze e qualquer coisa, a gorducha do café ainda transborda simpatia, e em sendo ante-câmara da hora de jantar os sambistas do pedaço vão dando vapor aos tachos, na tv o fernando mendes a dar baile aos preços, naquela postura de schwarznegger a fazer de grávido mas com sotaque de alfama, galhardetes, chouriços e medalhas, uma cornucópia de sentimentos. como aqui, no centro comercial, onde três chineses desbastam 50% das latas de coca-cola disponíveis no mercado, onde as meninas dos escritórios que ficam por cima de nós, os escritórios não as meninas, a língua pátria sempre a fazer-nos escorregar, vêm tomar um je ne sais quoi de despedida, apertadas no fatinho de corte tem-te-não-caias, lá diz o pacheco pereira, é difícil ganhar o suficiente para abastecer a cesta básica na hugo boss, e elas, sonhadoras, debicam o galão e recordam as últimas férias em punta cana com o zé tó e a pulseira dos daiquiris. ao fundo o pianista avençado vai teclando aquela malha do nem às paredes confesso, já eu sou mais pela língua solta. aquela, a da pátria.

o que pode fazer um elemento da classe operática que não pode ir à faina na Póvoa?

© rabiscos vieira

ilustrar para os camaradas da LER que lá andam a chafurdar na literatura


um aviso ao suburbano libidinoso

neste momento há um desvio à entrada da buraca. I kid you not.

amores imperfeitos # 165

Sandro tece rasgadas loas a fellini e à sua dolce vita, Carina estranha que se façam filmes sobre os shopping-centers do senhor amorim.

espaço pub

© rabiscos vieira

ilustração para cartaz destinado a assinalar a campanha de são valentim nas livrarias Almedina


salazar reloaded


© rabiscos vieira




pastas e risottos

de saída para um workshop de culinária da vaqueiro penso que há coisas piores para a reputação do que desfilar na gay parade.

o contribuinte impotente

ficará radiante se lhe levantarem o sigilo bancário.

há preto na costa

um clássico, o segurança do centro comercial entra na livraria e alerta para a permanência na loja de um senhor de cor (sic), com um gorro (sic), ar suspeito, que ele avistou há minutos. ele, segurança (sick), fulano da ordem e progresso, já o micou, e garantiu que ficava ali por perto no caso de haver chatice com o senhor de cor (sic), é uma sorte a existência destes protectores na sociedade higienizada que é o shopping centro, ele por perto sem nos deixar à nossa sorte, a manjedoura que deve alimentá-lo à espera, sentindo a sua falta. vicissitudes.

british jobs for british workers

scolari despedido do chelsea

não vi mas contaram-me

salazar, à boleia da sic generalista, passou de sinónimo de rapa-bolos a sinónimo de papa-gajas.

sai um enlarge your pennis para a mesa do canto

eu, ao lado do meu camarada manuel alegre, sinto-me um pigmeu.

gostar de bifes



gostar de bifas



mÚSICA & dESIGN


é imobiliária


o rock está de luto





Ruca não tem dúvidas

se violaram o segredo de justiça é porque ele não colaborou.

do bom livro ao mau filme e vice-versa

© rabiscos vieira



adágios de Ruca

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a pista que importa

consegue-se comprar o magalhães no freeport?

economistas imperfeitos

Ruca acha que para enfrentar a crise é necessário assegurar um pacote de medidas. ou pelo menos assegurar só o pacote, vá.

bica a metro

Há um tipo de local que me repugna/fascina pela cidade fora, mais concretamente os quiosques/cafés da Sical, em tons de vermelho e ocres, mergulhados no metro/politano, cheios de gente mas tão vazios, corpos carentes de cafeína mas também de um ombro consolador que ali não se encontra. Incrível a quantidade de gente de cara fechada que ali ruma em busca do abatanado, da italiana, do galão claro e morno, há vidas assim, da bica cheia, do garoto, do diabo a sete e mais um queque de cujas moléculas suspeito imenso, as merendas que podem ser de maçapão ou folhadas na voz de uma especialista que ouvi aqui há dias, todas reluzentes debaixo da luz fluorescente do balcão, a natureza não produz coisas assim, que luzem e que se trinquem na companhia de cegos, migrantes, passeantes, aleijados e trabalhadores de outros comércios, executivos de casta baixa, mochileiros, e esfomeados de ocasião mortinhos por uma vida mista, o queijo e fiambre a desafiar pelo menos a penumbra dos dias. Nos quiosques/cafés da Sical há gelados da Maxibon, bolos instantâneos, empregados que enfiaram a palavra sorriso num paradeiro desconhecido, e sente-se um frio que as paredes decoradas em motivos quentes, africanos, não disfarçam, a preta ilustrada de lenço na cabeça e moldura de fancaria tem mais vida do que aqueles microscosmos em que até as migalhas brilham, ali, aos pés dos incautos. E as migalhas não é suposto brilharem, foda-se.

espaço pub


© rabiscos vieira

está aí a Ler de fevereiro e eu com ela. com um especial darwin ilustrado, entre outros demónios.


shut up and dance













no seu novo disco o rock arty dos franz ferdinand vai engordando por via do groove, transpira pista de dança e eu gosto. depois de a cultura pop ter posto os intelectuais a cantarem loas ao querido mês de agosto e à cultura do orgão mágico só falta pôr-se o eduardo lourenço a dançar. este disco deixa-nos a um passo dessa epifania que é, aliás, um dos meus sonhos molhados. força nisso, eduardo.

da série "gostar de pretos"



esperanza spalding

o urbanista cínico alvitra

em calhando deixar arder a amadora até nem era coisa ruim.

microcrónica e regresso


© fotogramas vieira em baixa resolução

é um facto, londres continua no mesmo sítio, na mesma latitude e longitude mas ao mesmo tempo mais próxima, mais amigável, cada vez mais barata em relação à super fashionable lisboa, cidade com bairros sociais onde há crianças que nunca viram o tejo, embora a bica do sapato seja mais do que concorrida. por outros, hèlas. lá, na inglaterra, na velha albion, como escreveria um bom (?) jornalista (?) desportivo a bica continua a custar o cu e oito tostões mas em livros, discos e outras inutilidades ninguém os bate, tanta bagatela e o medo do excesso de peso que nos faz suar, efeitos da libra a um eurico e dez. a nova saatchi é uma beleza, entrada grátis, vê-se mesmo que se trata de uma país saloio que ainda não compreendeu o princípio do utilizador-pagador, e está cheiinha de novos artistas do médio oriente, que é como quem diz terroristas que evitam a farinheira. ainda dei uma perninha ao mercado de brixton mas as galinhas depenadas em penduricalho, mesmo que halal, não me convencem. e entretanto camden vai-se institucionalizando, até já tem uma H & M e turismo de massas mas noutras zonas ninguém vende casacos de categoria ao preço de doses de noodles com tanta propriedade. quanto a provas sobre o caso freeport nada, nem uma ponta por onde se lhe pegue embora à entrada da mesquita em brick lane houvesse imensos homens barbudos na sexta-feira passada, o que também é a dar para o suspeito.

geógrafos imperfeitos

Ruca só tem interesse em voltar a lisboa se puder atravessar o bacanal da mancha.