"e aqui o momento do jogo: Moreno choca com Pedrinha"
repórter da sportv, comentando as incidências do paços de ferreira x guimarães
depois admiram-se que um gajo goste mais de ver a premier league
Publicada por pedro vieira em 31.8.09 6 comentários
ch-ch-changes

Publicada por pedro vieira em 31.8.09 2 comentários
como diria o Eduardo Pitta, um livro em cada domingo arrebita, arrebita, arrebita. Quer-se dizer, se calhar o Eduardo não o diria

sinto a veia patriota a latejar ou será só ordinarice ou será por ter gostado molhos do livro do Rui Cardoso Martins (RCM), aquele escriba do levante-se o réu, do Contra, do Pró, do que ele quiser, afinal de contas é profissional da escrita, como se dizia dos guarda-livros, mas sem o culto da tecnocracia, com a criatividade à solta, isso sim, a bem do leitor, de Lisboa, dos ceguinhos e também dos aleijados, dos sós e dos acompanhados, das crianças e de todos aqueles que tiverem o bom senso de pôr as mãos no Deixem passar o homem invisível, cortesia das edições Dom Quixote, e diga-se que este é um canhenho de alguém que notoriamente gosta de Lisboa, alguém a quem a cidade dá um quentinho no coração, e isto para mim já é meio caminho andado, o resto vem com o trabalhar da escrita - repare-se como evitei o verbo burilar, que anda mais gasto do que os lençóis da carolina salgado -, com o denodo empregue no esgalhar dos personagens, anti-heróis, imperfeitos, com mazelas, defeitos, embirrações, gente como a gente, mais o efeito de gancho alimentado pelas águas passadas do cego, "aquilo" que aconteceu "naquele" dia, mais os fios que o entrelaçam ao destino do miúdo, uma espécie de Iñarritu em contexto de esgoto, e que dizer das pérolas largadas ao longo da narração, a stripper que queria a luz de palco baixa, muito baixa de forma a que não se vissem as mamas levantadas com fita-cola, as bicadas nas alegorias com cegos (Saramago, does it ring a bell?) ao mesmo tempo que se faz... uma alegoria com cegos, com direito a descrições de martírios de santos (Saramago, does it ring a bell?) e a passagens acerca do convento de mafra (Saramago, does it ring a bell?), enfim, um baralha e volta a dar à moda do RCM, com fôlego, com a História da cidade generosamente entremeada com o enredo, com o meu bairro a saltitar para a ribalta, os seus poisos de velharias, flores e petiscos e bricabraques, e uma grosa ou duas de linhas dedicadas a fátima e à Lúcia, como é que eu não havia de ficar rendido a este livro, uma espécie de tomo da série Uma Aventura hors série, e isto é um elogio vindo da minha cognição infantilóide, cada um é para o que nasceu, dizia, tudo tão bem confeccionado que até perdoo ao autor ter trocado as linhas de metro, pondo a verde a passar por São Sebastião. Até lhe perdoo, foda-se.
Publicada por pedro vieira em 30.8.09 3 comentários
Vieira Patrocínio
só leio o programa do PSD se alguém lhe tirar primeiro os caroços.
Publicada por pedro vieira em 27.8.09 3 comentários
black is the new fashion
ontem pediram-me "aquele" livro aconselhado pela "Sra Oprah".
Publicada por pedro vieira em 27.8.09 3 comentários
Cortázar, 95 anos

e já agora, alguma alma iluminada saberá o que é feito da Cavalo de Ferro, em geral, e do lançamento da Volta ao Dia em Oitenta Mundos, em particular, pelo menos desde o banho de água gelada patrocinado pela fundação agostinho fernandes? é que nem um livro se consegue encomendar, com mil demónios, por toutatis e essas merdas todas.
Publicada por pedro vieira em 26.8.09 8 comentários
geólogos imperfeitos
Ruca, o indivíduo que confunde a arriba fóssil com o arrebimba fácil.
Publicada por pedro vieira em 26.8.09 2 comentários
espaço PUB
Publicada por pedro vieira em 25.8.09 0 comentários
com um abraço de feliz aniversário ao meu camarada Tiago S. estás feito um velhadas, pá
Publicada por pedro vieira em 25.8.09 1 comentários
depois do trauma pynchon uma redenção rushdie
aliás, sempre desconfiei que shalimar o palhaço rimava melhor com a minha cara.
Publicada por pedro vieira em 25.8.09 0 comentários
ando apaixonado por um gajo com voz para ser minha tia
e mais, depois de um post de tal gabarito indie tenho moral para fazer seis ou sete referências seguidas à programação do cinebolso, ou até à mandatária de juventude do ps, uma vez que naquele cinema também se encontram empregadas domésticas e formas alternativas de se comer cerejas. com e sem caroços.
Publicada por pedro vieira em 25.8.09 0 comentários
ela está dançando e o pimpolho está de olho, cuidado com a cabeça do pimpolho
Ruca gostava mais das campanhas quando o cds tinha o iran costa nos seus comícios.
Publicada por pedro vieira em 25.8.09 0 comentários
amores imperfeitos # 172
Sandro tece rasgadas loas à Bilha de Pirandello, Carina acha que já vai sendo altura de acabar com as paneleirices.
Publicada por pedro vieira em 22.8.09 1 comentários
esqueçam a história do pai que leva o narrador a ver o gelo ou as famílias infelizes que o são cada uma à sua maneira
"Desde que me conheço que tenho hemorróidas" é o melhor arranque de livro de sempre, cortesia da Caderno que trouxe até nós o muito badalado Zonas Húmidas de Charlotte Roche.
Publicada por pedro vieira em 21.8.09 6 comentários
pode estar aqui a formar-se mais uma causa para o bloco de esquerda
Publicada por pedro vieira em 20.8.09 2 comentários
ainda havemos de ter saudades do ai timor
do que eu tenho medo é que os arreigados defensores do ponto de exclamação consigam pôr o luis represas a cantar pela sua causa. deles.
Publicada por pedro vieira em 20.8.09 10 comentários
um grunho vai atrás do hype e depois fode-se

admito, eu também andava a salivar com a perspectiva de ler um livro do Pynchon, e não é por achá-lo encantadoramente idiossincrático, aquilo de não aparecer, de não dar a cara, isso também o fazem as senhoras que se prostituem e que vão falar do assunto à júlia pinheiro, passe a redundância, na verdade convenci-me de que seria mais um americano que valeria a pena conhecer, já que ainda os desbastei pouco, aos americanos, o que é uma vergonha, na verdade já apareci uma vez na capa do Avante e portanto há que gostar dos ianques com parcimónia, imperialistas e o raio, bons são os chineses, comezinhos e progressistas, mas adiante, queria só dizer que não gostei d'O Leilão do Lote 49, talvez porque não é para o meu arcaboiço intelectual que tem a espessura de uma cintura do darfur, talvez porque a saraivada de personagens que vêm à liça fazer pilhéria da protagonista me tenha feito suspirar pelos mestres russos, talvez porque os poucos momentos de irrisão me façam ter saudades do anarco-tom sharpismo, mais escorreito, menos hermético, mais à minha moda, talvez porque nunca ando com analgésicos na mochila que ajudem a dissipar o nó nos miolos, e pior, ontem debulhava as últimas páginas do canhenho enquanto no metro, à minha volta, deambulavam um aleijado com o braço ao peito e olhos rancorosos, uma preta sem uma perna apoiada numa muleta de pau, umas dúzias de zombies de agosto muito mal-encarados, e eu a julgar-me também entalado na asfixiante conspiração Trystero ou lá do que é que o romance fala, e não me venham com semióticas e alegorias e o caralho, eu já só suava e acabei por ver a luz no topo das escadas rolantes do Rato, local onde encontrei um indivíduo que considero intelectualmente, sendo que o mesmo me confidenciou nunca ter acabado um Pynchon, ah leão, que alívio, aqui temos o nosso pequeno segredo de polichinelo.
e encerro com uma apreciação à monumental razia feita pela relógio d'água aos acentos do livro, graves ou agudos, sem esquecer o massacre de cedilhas, aliás, só não falo de genocídio ortográfico porque tenho medo que algum turco agressivo me ande a ler e que julgue estar-se aqui a tratar daquela merda dos arménios, quando a questão é muito, mas muito mais simples, chama-se revisão e assim. vejam lá isso, pá. os autores de culto e seus leitores agradecem. os outros, ligeiramente menos masturbatórios, também.
Publicada por pedro vieira em 19.8.09 13 comentários
tropeçar
não é por um gajo ser assalariado num shopping center que se deixa de ter monumentais embirrações de escritório, quer dizer, há tipos que fodem os nós dos dedos a martelar na fotocopiadora que não colabora, mais a roupa da Vanessa que irrita a Cátia Sofia, e a bilha de água que está sempre no fim, mais a impressora que só funciona ao biqueiro ou quando o senhor da manutenção vem mostrar o torso semicoberto, semibronzeado às coquettes libidinosas com tops comprados nos saldos a 3,90, boas oportunidades, hora encosta-cola light, por aí fora, e na minha especificidade, assumindo que tenho legitimidade pública para utilizar palavreado deste calibre, até já tenho sido enxovalhado por escrever toponímia ou jaez, armado em jaquinzinho de corrida já que o carapau é bicho demasiado corpulento, lembra gordos e arremedos de microcapitalismo e eu até estou de dieta, enfim, escrevia, dissertava, sobre embirrações, no meu caso certos e determinados livros que se passeiam como que possuídos por uma vontade própria, ou ajudados por duendes da administração do shopping, ou manipulados por clientes que testam a fibra e determinação do balconista/repositor, e estou a pensar no canhenho a loucura da normalidade do Arno Gruen, que está sempre a cabriolar debaixo das minhas barbas, quer dizer, das minhas peles rubicundas já que eu barba nem vê-la, mesmo com o frango assado que comi durante a fase de crescimento, hormonas e o caralho, e o Arno, atrevo-me a tratá-lo assim, passeia-se com inteiro à-vontade, goza o prato, está em todo lado, nas mesas, nos carrinhos de transporte de livros, nas traseiras do balcão, mesmo que não se venda parece estar sempre a ser reposto, uma cornucópia diabólica de consignações disposta a torrar a mioleira do funcionário, aquela merda mete o duplo do Borges no chinelo, mais as ambiguidades masturbatórias do Lynch e outras impossibilidades, a loucura da normalidade está mesmo em todo o lado, mesmo que sucessivamente o arrume, o entale na secção, o ignore, o sacripanta rabia mais do que é eticamente aceitável, alguém devia trocá-lo por uma bandeira da monarquia e escondê-lo, mesmo que engomado, por uns tempos. eu ofereço a máscara do darth vader, vá. vá lá.
Publicada por pedro vieira em 15.8.09 0 comentários
ó moça, toma um fenistil que isso passa
é giro ver a comichão provocada por um singelo ponto de exclamação. ou pela sua ausência, vá.
Publicada por pedro vieira em 15.8.09 1 comentários
amores imperfeitos # 171
Sandro não se cansa de ver Há lodo no cais, Carina acha bizarro que se ande a fazer filmes na trafaria.
Publicada por pedro vieira em 14.8.09 4 comentários
a piada inevitável
a Zita Seabra fez por sair da clandestinidade e a Alêtheia já tem blogue. bem-vindos à luz, atão.
Publicada por pedro vieira em 13.8.09 0 comentários
you very white, goto the beach, put the cream, swallow the tamiflu
Publicada por pedro vieira em 12.8.09 5 comentários
sinais
o facto de eu ter nascido no mesmo dia em que morreu Pedro Nunes diz bem do estado do nosso conhecimento, em geral, da nossa ciência, em particular.
Publicada por pedro vieira em 11.8.09 1 comentários
Will you still need me, will you still feed me, When I'm thirty-four
o mal de um gajo envelhecer é que começa a citar os beatles e a partir daí é sempre a cair.
Publicada por pedro vieira em 11.8.09 16 comentários
um mimo a actuação do Dave Douglas aqui há um par de dias no jazz em agosto, cortesia do arménio gulbenkian, nunca lho agradeceremos suficientemente, as in heaven as in hell, no Colombo ou onde estiver, o douglas e mais quatro, fórmula injusta, o douglas, mais o bonilla, manejador de trombone de varas e persona algures entre o cubano de miami e o chefe do cartel de cali, mais o preto e esquálido chancey na trompa, mais o waits a saracotear baquetes e vassouras e o que diabo quisesse na bateria, mais o rojas a tocar a sua tuba, fon-fon-fon-fon, a fazer as vezes de contrabaixo mas em sopro, ainda por cima pondo a boca em instrumento emprestado graças aos extravios da companhia de aviação, além de barbudos mal-intencionados poderá então haver um mega-instrumento de sopro à solta nos aeroportos, a rodar nas malditas esteiras, mas tudo acabou em bem, o Brass Ecstasy soprou na perfeição, deu espaço a humorismos e casou bem com os aviões que sobrevoam a zona da praça de espanha, o ambiente urbano a casar com o som e etc, mais a improvisação estimulada pelo vento lisboeta que tratou de atirar as pautas em todas as direcções, queres guidelines vai tocar beethoven, parecia dizer a brisa de agosto um bocado mais fresca do que o absolutamente necessário.
O auditório aplaudiu de pé, forçou o duplo encore e quando percebemos que o guru Rui Santos campeia na primeira fila rente ao palco já não sabemos se a ovação era dirigida ao Douglas e companhia se ao opinion-maker desportivo que mais tenta pôr o dedo na ferida. Ou a boca no trombone.
em stereo
Publicada por pedro vieira em 9.8.09 0 comentários
o historiador trolha
fica entusiasmado com o Massacre das Entulherias.
Publicada por pedro vieira em 8.8.09 0 comentários
notícias do mercado de transferências

Publicada por pedro vieira em 7.8.09 0 comentários
no posto de escuta

uma preciosidade mandada vir da amazon uk, aquela dos bifes, ainda por cima preciosidade comprada às cegas, que é como quem diz, às surdas, aplica-se até melhor neste caso, em que vai rodando na estereofonia um disco gravado por mulatu astatke e pelo seu combo the heliocentrics e diga-se que mulatu é um homem que tem quase tudo contra si: ainda está vivo, o que dificulta a propagação da visibilidade e a criação do mito, é etíope, e todos sabemos o anátema que tal nacionalidade carrega, pelo menos desde mil nove e oitenta e cinco quando começaram a chover imagens de crianças subnutridas, à mesma proporção que apareciam piadas infames, por que é que o desafio de futebol alemanha x etiópia acabou ao intervalo? porque os etíopes comeram a relva, por aí fora, mas pior que tudo isso é o facto de mulatu astatke ter sido vivamente recomendado no Público pelo joão bonifácio, némesis da cruz de cristo, belzebu do doutor montez e da Música no Coração que tantas alegrias já nos deu, até me lembro de pular que nem um canguru ao som da jon spencer blues explosion aqui há um ror de anos, um power trio sem baixo nem contrabaixo e onde nem um pretalhão como o charles mingus tinha lugar, mas adiante, falava do mulatu astatke e do seu disco Inspiration Information, é uma pérola, misto de jazz (muito), rock (a espaços) e funk (umas pitadas), vibrante, ricas harmonias e o caralho, tanto molha as calças de um assíduo do cinema king como consola os companheiros de um elevador de circunstância, e apesar da tal africanidade não se julgue que o disco soa a balela da world music para freak degustar, mais os cães e os guizos e os malabares e essa cangalhada toda, aliás, o disco não soa mais africano do que a foot locker do Colombo em dia de saldo. e pronto, agora vou ali dar ao pezinho e virar os carapaus na grelha, que isto de blogar e preparar o jantar é mais incompatível do que o passos coelho nas listas da manela.
Publicada por pedro vieira em 6.8.09 3 comentários
no dia em que eu conseguir superar esta capa este blogue acaba
Publicada por pedro vieira em 6.8.09 3 comentários
the clash
com o sucesso do passatempo que lancei ali atrás a roçar os índices de popularidade de um vital moreira acabado de sair das europeias achei por bem endereçar o dito cd ao indivíduo que me escreveu isto:
Pedro, sem concurso. Oferece-me a mim!
sou um coração mole. apesar do ponto de exclamação.
Publicada por pedro vieira em 5.8.09 4 comentários
load aspas aspas
estava a ouvir falar no isaltino e em prisão e lembrei-me do jogo Paradise Café.
Publicada por pedro vieira em 4.8.09 1 comentários
passatempos irmaolucia

derivado a situações e coincidências que não me apetece explicar tenho sobejante um exemplar do primeiro cd dos The Clash, chamado, lá está, The Clash, e estou disponível para oferecê-lo a um dos meus 12 leitores que escreva um texto sobre o belenenses e os festivais de verão segundo os preceitos muito próprios de liberdade de imprensa e de opinião que o Público agora defende, malhando no chavez por um lado, puxando as orelhas e dando uns açoites e sendo solidário como o caralho com um dos seus jornalistas, por outro.
pensem lá nisso, o endereço de destino é irmaolucia[at]gmail.com, e que bem fica na estante um marco do punk rock, estilo musical que também tem uns hooligans mas com a vantagem de estes não se zangarem com alusões a estádios vazios.
a escolha do vencedor será minha e totalmente arbitrária, claro.
Publicada por pedro vieira em 3.8.09 13 comentários
sugestões de verão

despachei num par de dias (sou um gajo tendencialmente folgado) o perto da felicidade do richard yates, edição quetzal, uma pérola agridoce de cento e tal páginas, retrato escorreito e implacável da américa, das américas, mas relembro que o fatinho da banalidade, do torpor da classe média, serve-nos a todos; afinal, somos todos americanos, pelo menos desde o world trade center ou da morte do michael jackson. portanto, caros 12 leitores, se entendem que o tempo de verão, maresia, gelado olá e areia no pipi deve ser acompanhado da palavra DECEPÇÃO, conceito charneira deste canhenho, apressem-se a pegar no yates e esqueçam as bolas de berlim gordurosas vendidas no areal. nunca ninguém morreu com um avc de colesterol literário.
Publicada por pedro vieira em 3.8.09 4 comentários
epílogo?
estive a ler o texto de hoje do provedor do jornal acerca do caso joão bonifácio/belenenses/música no coração e lembrei-me de uma conhecida editora discográfica
Publicada por pedro vieira em 2.8.09 2 comentários





















