mÚSICA & dESIGN


mercados especializados


no country for tomás costa

aos 15 minutos de jogo o barcelona, jogando fora, tem 9 remates contra 0 do Arsenal. naquele estádio onde os moços da minha agremiação preferida saíram com a cabeça a andar à roda.

state of the art

© rabiscos vieira




espaço pub


© rabiscos vieira

atenção ao concerto de lançamento do álbum hats & chairs, cortesia dos the soaked lamb, nome de banda muito bem esgalhado a partir de um prosaico ensopado de borrego, é já esta quarta, dia 31, num local com nome em inglês e tudo, deve ser de apetite mesmo que o borrego não apareça, eu aliás até aprecio mais outras carnes mas não quero alongar-me sobre isso, estamos na semana santa, concentremo-nos antes nesta trupe onde pontifica o afonso foda-se existirá homem mais leonardo da vinci no nosso burgo cruz, que teve inclusive a amabilidade de me convidar para interpretar de forma ilustrada o dito disco, ainda por cima na companhia de duas mãos-cheias ilustradores de gabarito, pobres coitados que nem puderam escolher a companhia, ele há coisas do caralho. do borrego, digo. é às 22, pois.

já há quem fale na síndrome da manteiga de amendoim

I am proud to say that I am a fortunate homosexual man. I am very blessed to be who I am.

o projecto de colonização irmaolucia dá um grande salto em frente e não cede perante desvios burgueses. a não ser que gostem de sushi e o caralho.


está aí o novíssimo canal de tv das produções fictícias e eu com ele. na próxima quinta-feira, pelas 23 e qualquer coisa estreia-se a micro-rubrica ilustrada e derivada de um blogue, que, enfim. a minha promessa consiste em algo como dêem-me minuto e meio e eu trato de chacinar-vos as audiências. e os espectadores, se queriam melhor, olha, estudassem.

católicos imperfeitos

Ruca gostaria mais da semana santa se o domingo antes da páscoa fosse o domingo de rabos.

quem diz crachá diz broche ao peito


via twitter do pedro sales



me joga na parede, me chama de lagartixa

alguém entrou no irmaolucia procurando no google por "puta fácil".

espaço pub, outra vez

© rabiscos vieira

e ao fim de um ror de semanas lá emparelharam os meus rabiscos com as navalhadas em forma de crónica da minha querida mónica. está aí o resultado, na Nós Infiéis desta semana: outras garatujices para o i já estão arquivadas no sítio do costume.


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© rabiscos vieira


esta tarde decorre o primeiro convívio livreiro na livraria Culsete, em setúbal, gizado pelo mítico manuel medeiros. aberto a livreiros, está claro, e a outros amantes de livros sem sentimentos de culpa. as palavras do manuel podem ser acompanhadas na internet no papel a mais e no chapéu e bengala. e saboreiem-nas, antes que todos os livreiros sejam substituídos por máquinas de vending.

"a propriedade é um roubo"


depois do sector editorial, agora tenho pilhagem de ilustrações pela imprensa regional. em calhando o proudhon tem muitos mais fãs do que eu pensava.

stand-up lemon

© rabiscos vieira

ai o canudo, pões-te armada em engraçadinha e um dia recebes a visita do senhor que desencanta a fruta de dormir. e quanto a esse tal de freud, se jogar bem pelas alas, manda-o vir, é o que tenho para te dizer.


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© rabiscos vieira

esta tarde o filósofo gilles lipovetsky vem à almedina do atrium saldanha fazer a apresentação dos seus livros a cultura-mundo e o ecrã global, evento que não é de somenos, este homem é ainda um pensadores popstar da europa a par do groovy motherfucker zizek ou do caterpillar hitchens ou do rui vamos todos dar as mãos pela verdade desportiva santos, por aí fora, e já publicou obras de grande alcance como a era do vazio, onde analisa com grade acuidade a situação da minha conta bancária.
a coisa dá-se às 18h30.


every woman, every man, join the caravan of brushing ou por favor alguém desligue essa merda da m80

hoje fui aparar a lã e como é habitual pus os cascos no cabeleireiro do shopping, cada vez faço mais coisas dentro dele (shopping), mas não estava preparado para ter uma menina trajada de preto a sussurrar-me housemartins aos ouvidos enquanto podava o que havia para podar, por momentos até senti saudades do barbeiro coxo de benfica que, graças aos milagres da ortopedia e a uma chave de parafusos, hoje em dia tem a perna bem direita.

louvado seja aquele que nos deu alexander portnoy

© rabiscos vieira

(o philip roth faz hoje 77 anos)


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inaugura-se hoje. vão ver mas evitem ir à hora o pequeno-almoço e sobretudo tranquem em casa as vossas apetitosas crianças.

if I said you have a beautiful body, would you hold it against me? I am no longer infected

ontem à noite o senhor da bilheteira da monstra perguntou-me se o ingresso que eu queria comprar era para menores de 25 anos.

da incontornabilidade do single do momento



já roda pela internet o novo single do tiago guillul, músico, pregador, agitador, pai de filhos com jeito para a composição que vai sendo cada vez menos low-fi, criador do beijas como uma freira, um dos hits da minha vida e perfeita canção de engate/desastre que tenho trauteado ao longo de meses a fio, pelo menos até ter aparecido esta, sete voltas p'rá muralha cair, encharcada em antigo testamento até à medula, jericó, o número 7 que foi também o número de dias do cerco dos israelitas à referida cidade, o número de dias empreendido na criação do mundo, o número de golos encaixados pelo benfica em vigo, um épico, portanto, com um videoclip muito arguto, a bíblia de mãos dadas com o futebol em ano de mundial e com piscadelas de olho à nostalgia, a caderneta de cromos do mexico 86 el mundo unido por un balón, caderneta essa que desgraçadamente decidi fazer a meias com o meu colega da preparatória, o Ireneu, situação que só podia trazer desconsolo e discórdia, acabámos a rasgá-la ao meio, 3 voltas e meia para a muralha cair sem glória, é o que dá ser pé-rapado com pouco critério nas amizades, e diga-se que o desastre estava anunciado, afinal de contas a família do Ireneu apoiava o freitas contra o soares, lembro-me bem, tinham vindo de valpaços para engrossar a reacção em benfica, mas adiante, esse é um mundial de gratas memórias que o tiago faz bem em trazer à baila, eu por exemplo dava um dedo mindinho para ter a camisola da argentina com que o jorge cruz aparece no vídeo, mesmo que nas costas tenha o número do burruchaga ou do diabo a 7 (claro), este foi o mundial do franco foda (fodá, na voz de gabriel alves) e da greve dos portugueses, a classe operária fez um prec em saltillo e depois eclipsou-se, agora talvez todos estejam acomodados e sejam accionistas de uma empresa com golden shower ou lá o que é.
sucede que o que aqui importa é o binómio canção-teledisco, uma melodia insidiosa que se aloja nas meninges, o que não é o principal, isso também já foi conseguido pelos marmelinhos do nel monteiro há um ror de anos, o groove do guillul tem uma marca distintiva e ele sabe-o, consegue piscar o olho a cristãos renegados como moi même e mostrar um grande airplay para quem vem do punk hardcore na companhia de vozes que não lembram ao menino jesus, neste caso ajudado por aquele miúdo, o albergaria dos extintos vicious 5, por quem tenho bastante simpatia, tem graça que até estava à beira dele num concerto dos riding pânico na fnac do chiado cujo som acabou por ser sabotado pelos anfitriões, situação que levou o albergaria a berrar contra os boicotes ao rock n' roll, só se pode ter carinho por um gajo destes, foda-se, ainda que neste videoclip apareça com uma espécie de versão marada do gonaço m. tavares trajado à gil y gil. resumindo, tiro certeiro revestido a pop, estava capaz de pespegar um beijo em cada um dos flores caveiras mas de repente lembrei-me do b-fachada. que caralho.

economistas imperfeitos

Ruca estaria mais disponível para sacrifícios se em vez de um programa tivéssemos um pacote de estabilidade. ou dois.

amores imperfeitos # 177

Sandro anda deliciado com a máquina de fazer espanhóis, Carina nunca pensou que ele gostasse tanto do julio iglesias.

publicidade institucional



irmaolucia, o blogue cambaleante entre os stooges e as salt n' pepa

overdose de potássio

hoje à tarde folheei o artigo da única sobre a sandra bullock, enquanto lanchava uma banana num corredor que faz as vezes de refeitório e tudo.

em fase de rescaldo ou parafraseando uma performance do andré murraças de há um ror de anos atrás


sempre que saio à noite comporto-me como uma bailarina


correntes d'escritas 2010, o retrato que ficou por fazer

© rabiscos vieira

isabel coutinho, a primeira jornalista portuguesa que também é masai


sabedores da enxurrada de notícias sobre os colégios católicos por esse mundo fora, decidiram guardar alguma distância do príncipe da igreja

Jovens portugueses vão cantar à janela de Bento XVI

novidades editoriais e fontes de inspiração, entre outros demónios



e a partir de agora, atentando no grafismo profundamente distintivo, podemos afirmar com toda a certeza que os próximos volumes serão:

O Homem que Brincava com o Führer e um Fósforo
O Príncipe no Castelo das Correntes de Escrita
As Mulheres que Perseguem os Homens e lhes Dão a Ler Livros de Stieg Larsson


é certinho como o destino.



desejo sinceramente que a Leya se foda é mas é o caralho

© rabiscos vieira

até porque se preparam para lançar a arte de morrer longe do grande enorme, mário de carvalho

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borrow it, but please, don't keep it


está visto que, vai não volta, alcançava a santíssima trindade

Um padre oferecia-se para sexo com senhoras e casais, com tarifas entre 50 e 120 euros. Foi expulso por suspeita de desviar 17 mil euros dos paroquianos para pornografia e linhas eróticas.

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© rabiscos vieira

para chegar a Vias de Facto basta seguir o link. vão lá dar-lhes as boas vindas, cultivem a boa vizinhança, ofereçam-se para levar-lhes salsinha e açúcar quando for caso disso mas não fiquem, voltem à casa mãe que isto aqui também é doce, olha o caralho.


precious

© rabiscos vieira

se um dia põem uma mão cheia de familiares meus no harlem ainda se arriscam a ir parar todos aos óscares.

o meu fê quê pê

como pressentia no ar o cheiro a catástrofe fui ver o Precious à hora do jogo. ficou ela por ela.

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© rabiscos vieira

apesar de a minha relação com a obra do Pessoa ser tão íntima como a que mantenho com o refego da monica bellucci e de o meu interesse pelo oculto passar normalmente pela situação do meu saldo contabilístico, suspeito que isto é bem capaz de valer a pena. mas também há quem diga que eu sou um péssimo detective. a ver (ouvir) vamos.


lisboa em baixa resolução # 213


da buraca para o mundo, ou vice-versa. ou vice-versa.



o MEC, um statement

© rabiscos vieira

mais pormenores por aqui


no lugar da campainha a tilintar, uns alarmes forrados

a livraria, as livrarias já não são o que eram, escritores são produtores de conteúdos, leitores são consumidores finais, já não há campainhas que tilintam à porta, apenas antenas de alarme que zumbem quando se compra uma peça de roupa na zara do outro lado da avenida e se esquecem de desmagnetizá-la, já os amigos do gadanho quase nunca apitam, sabem como contorná-las, às barreiras e ao resto, o que é facto é que há um par de dias regressei a casa com a cabeça num novelo e uma neura badocha às costas, como se um macho que é macho entrasse num domingo e não conseguisse caber no fato-de-treino com que habitualmente esfrega, acaricia, mima o seu utilitário, um mau bofe dos demónios, portanto, e como tal resolvi fazer no dia seguinte uma microestatística procurando saber quantos consumidores finais iria atender num dia por entre zumbidos e apitos e o telefone que toca e a senhora que fala com a mãe sem que ela (mãe) consiga saber o que é o botão branco no comando da zon box, um pauzinho por cada um deles, como faziam os pilotos de caças depois de uma jornada a mandar boches pelos ares, toma lá que é apfelstrüdel, punk, boa tarde isto e aquilo enquanto se acartam calhamaços e a filipa melo conduz a orquestra da comunidade de leitores lá ao fundo, código disto e daqueloutro, os livros que é necessário fazer chegar a angola sem tirar os olhos do excesso de bagagem que é um ai jesus, e a contratação pública que está que não se pode. ao final do dia contei 71 vítimas. nenhuma me perguntou por literatura. esperemos que ela (literatura) seja auto-suficiente.

les bons esprits se rencontrent

Daniela Mercury é a cabeça-de-cartaz da 27ª edição da Ovibeja

via circo da lama




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© rabiscos vieira

I'm in love with a corpse writer. e continuo a prestar-lhe tributo



andanças com pinóquio?

© rabiscos vieira




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do amor


depois de ver o anúncio de tv em que um supermercado faz promoções com os tomates gold

Ruca mal pode esperar pela campanha do grelo silver.

as Correntes, epílogo, ou "já vai sendo altura de estancar a bonecada" ou "afinal a isabel coutinho ainda usa papel"

© fotogramas vieira

as Correntes são uma festa, Paris é também uma festa, já o garantia o outro que até ganhou um nobel e peças de caça e veleiros e mulheres em cascata mas que também acabou com os miolos feitos em cerelac, coitado, como tal deixemos a cidade-luz, concentremo-nos na cidade da faina, dos livros e seus autores, dos leitores que acorrem aos magotes, da organização alemã conjugada com a simpatia latina, como bem notou mestre mário zambujal na viagem de regresso a lisboa, e eu lá vim, sentado na carruagem com o coração apertado e os miolos às cócegas, afinal ninguém me mandou ficar nas imediações do grande tiago gomes, protagonista do momento mais punk do evento, boa noite vila do conde e o diabo a sete, já lhe vou sentindo a falta, até me dói a ausência do louco encartado que nos alertou para os perigos da revolução amarela e da invasão dos mulatos, o analfabeto que enfrentou os intelectuais, palavras do próprio, e dói-me a ausência do desassombro do zuenir, do texto do valter acerca do poeta predador, da inteligência torrencial do onésimo, do cabrito assado à padeiro do zé das letras, ah tempero do caralho, da doçura da dulce maria çardoso (só para forçar a aliteração), do carinho da manuela e do francisco, do meu fígado que ficou a bater palmas algures entre o auditório e o hotel, se me deixassem escolher temas de mesas para as Correntes avançava com um literatura e cirrose, ou o poeta é um destilador, acontece muito, sabe a pouco, vou distribuindo as memórias e recordo a resistência homérica do vitor quelhas, o nosso pater familias, a afabilidade para lá do razoável do manuel jorge marmelo, o ambiente twilight zone da festa do bolaño, o maior contributo para o choque de civilizações desde aquela coisa chata que sucedeu ao world trade center, a saudade da coisinha sexy da ruth marlene, da areia da praia tão boa para rebolar ao amanhecer, das camisas escancaradas do luis caetano, dos amigos que já levava de lisboa, vocês sabem do que é que eu estou a falar, da voz do malangatana que parece ter enfiado o tom waits e os ratos de porão na garganta quando imita uma canção sueca, do humor no fio da navalha do eduardo pitta, do monumento ao emigrante no topo do monte de são félix, stairway to heaven rói-te de inveja, dali do alto via-se a maria joão costa no seu corrupio radiofónico e outros desgraçados no seu afã, malta da câmara, motoristas, desafortunados que atenderam aos meus pedidos do ponha uma mesa ali, uma cadeira aqui, uma extensão além, perseguir, construir a literatura dá trabalho, pois claro, mesmo numa localidade cujos mini-mercados vendem vodka made in santo tirso, o que comprova que a realidade sempre ultrapassou a ficção.
agora voltei à vida de todos os dias, à espera doutras correntes, uma meta como outra qualquer. até lá penso no desgoverno de uma pilhagem feita aos mini-bares na companhia outros cinco fanáticos, com mais vontade que sucesso. tudo isto é literatura, tudo isto é sagres. fado, quero dizer.

e já a pensar no catálogo raisonné, uma mão-cheia de imagens soltas a partir das Correntes

a incomparável manuela ribeiro, desenhada de fugida


o vitor quelhas, desenhado a três quartos de tardoz


our own private mad man...

... e os perigos da revolução amarela e da invasão dos mulatos (sic)


o manuel alberto valente, desenhado a partir de um contra-picado


o francisco guedes e as suas escandalosamente inéditas memórias da guerra


a dulce maria cardoso, desenhada à distância

o não tão louco mas ainda assim interessantíssimo membro da assistência


a garrafa de sagres, parceira de literaturas e tudo


da mesa "escrevo para desiludir com mérito", em diferido

zuenir ventura e o choque térmico aliado à angústia do escritor


o multifacetadíssimo (sic) moita flores


os lusíadas enquanto bíblia


eduardo pitta malhando no mote da mesa


ana luisa amaral amarrada à equação de agustina