dúvidas de Ruca

como seria o logo da apple se o director se chamasse steve blowjobs?

eu que me comovo por tudo e por nada



a Visão desta semana traz à baila um perfil de Pedro Avillez, líder da editora Tribuna da História, chamando ao título a expressão "Um tiro no alvo" e eu solidário com a escolha, também eu já me senti alvejado pela Tribuna da História há uns meses, acontece a muitos, a todos, pelo menos aos que se põem a jeito, e a desdita conta-se em duas penadas.
Há tempos deparei com uma ilustração da minha lavra plantada num livro publicado pela dita editora, aquela que segundo a Visão ajuda a revalorizar a História portuguesa e a promover o seu conhecimento aquém e além fronteiras, eu diria que a Tribuna ajuda também à propagação da pilhagem e descaramento à portuguesa. Concebe-se um livro, procuram-se imagens que lhe dêem um ar compostinho e recorre-se ao copy-paste a partir da internet, fácil, fácil, sem pagar direitos, consultar autores, inserir créditos na paginação, um mimo de facilidades, e eu rancoroso, com pouca fé nas nossas justiças e pouco saldo para as custas, a assistir de camarote ao meu próprio enxovalho, mas hoje, depois de degustar o artigo em questão, penso de forma diferente. Afinal de contas o senhor Pedro Avillez garante que só perde dinheiro com a editora mas que ainda assim isso não lhe tira o sorriso, faz o que nunca ninguém aqui tinha feito e divulga a nossa História lá fora, espero que o faça de forma completa, com a explicação das raízes do nosso chico-espertismo de que o mundo editorial ainda se socorre amiúde, corta-e-cola e os direitos de autor a fugir a toda a brida, mas se calhar a questão nem se coloca, eu que pensava cobras e lagartos desta gente que tira vantagem comercial da pirataria já refiz o meu julgamento, eles no fundo estão a divulgar, a mimar a nossa identidade e a nossa cultura, aqui dentro, lá fora, por todo o lado, ainda por cima por simples carolice, sem forrar carteiras e nibs, pobrezitos, sinto uma Senhora das Dores a crescer-me no peito, arrependimento, acrimónia e toda uma nova vontade de participar nesta demanda. E é por isso que anuncio à Tribuna da História que já não os considero uma chusma de francis drakes dos pequeninos que lambem os beiços à custa da actividade criativa de terceiros; hoje desejo dar o meu contributo à propagação da História do nosso cantinho e como tal alerto a editora para o meu portfólio online, alojado em riscar.net, documento já organizado por áreas e categorias e clientes o que facilita imenso o copy, o paste, e todos os outros instrumentos de que se socorrem para sacar imagens da internet. Se procurarem com afinco aqui no irmaolucia talvez até encontrem outras ilustrações que vos possam interessar, só lamento não as ter organizadas ao vosso gosto, é o mal do egoísmo associado aos blogues. Da primeira vez pilharam-me o grande Aquilino, sugiro que para a próxima escolham alguém de idêntico calibre, não espero menos do vosso critério, e finalizo lançando um apelo a revisores, paginadores, impressores, maquetistas, distribuidores, livreiros, fotógrafos e ilustradores que trabalham com o mundo editorial: contribuam para o enriquecer da nossa identidade nacional oferecendo trabalho e tempo e tudo à Tribuna da História. Afinal, eles lutam por manter o sorriso e num tempo de vacas magras e caras tristes isso faz toda a diferença.

voo de uma abelha (gato) em torno de uma romã (os meus pés) dois segundos antes de despertar (cabriolar)


este é o Dieguito, furação epiléptico que está a treinar à experiência cá em casa. rezo para que a adaptação corra da melhor maneira. se assim não for não é grave, sempre adorei arroz de coelho.

espaço pub

© rabiscos vieira

vem aí uma daquelas merdas que deve valer mesmo a pena, e não me refiro ao freddy adu que vem a lisboa tratar do seu futuro radioso, o que vem aí é um curso de jornalismo literário da responsabilidade do estupendo Paulo Moura anunciado pelos blogtailors, o faz-se (fez-se, pois já não é propriamente um chavalo) e basta lê-lo no Público para tirar as teimas, isto se não se atrever a brincar com o belenenses ou com o doutor luis montez, aí o caldo literário pode entornar, mas enfim, o dito curso merece atenção e ainda por cima dá-se o acaso de o tipo ser primo de um grande amigo meu, vai daí só podia pô-lo nos píncaros embora nunca o tenha visto mais gordo. nem sequer magro, vá.

uma curva belíssima, uma equipa para esquecer

ontem à noite fui à bola ver um clube que não é o do meu coração, só para dar companhia, carinho e conforto a um camarada solitário, carente de alguém com quem partilhar umas caralhadas, e o que vi não foi bonito, só valeu as penas porque tomei nota de dois interessantíssimos detalhes orais, a saber, a recorrência do apodo "floribella", "floribella" de cada vez que certo e determinado pretinho tocava na bola, naquela que é uma aguda forma de despersonalização ou então uma estranha alusão ao duplo borgesiano mas com tetas de silicone. e depois há questão do acordo ortográfico que afinal está em vigor, um voluntarioso garrano leonino fez questão de demonstrar a nova correspondência entre "pedro silva" e o vocábulo "cepo", e fê-lo repetidamente, para que não restassem dúvidas, afinal não foi só o trema que caiu da lingüiça. à saída até as bifanas assobiavam.

chame-me embirrante mas assim como assim mais valia ter cumprido a pena no xilindró do que andar escondido 16 anos e a esfodaçar as unhas ao desbarato

A Polícia Judiciária de Braga desencadeou hoje uma operação que resultou na detenção de um homem, com 54 anos de idade, que se tinha evadido da cadeia em 1993. Na altura da fuga, tinha já cumprido cerca de dois anos e meio de uma pena de dez anos de prisão por homicídio de uma vizinha devido a desavenças entre ambos. Nos últimos 16 anos, o fugitivo acoitou-se em grutas ou cavernas por si escavadas nos montes

espaço pub repherente a um regresso, a uma teimosia

está de regresso a Phala, como se diz nas futebolices estamos todos de parabéns. sobretudo a assírio.

novilíngua

a notícia do mais futebol reza o seguinte:

O Belenenses venceu o Nacional da Madeira por 2-1, em encontro particular realizado nesta terça-feira, em Rio Maior. Romário marcou o golo do triunfo da formação do Restelo, ao minuto 90.
Yontcha tinha colocado o Belenenses em vantagem (39m), mas a equipa orientada por Manuel Machado conseguiu responder pouco depois do intervalo. Pecnik, reforço do Nacional da Madeira para esta temporada, voltou a marcar um golo. Contudo, os azuis viriam a selar o triunfo perto do apito final.


a notícia escrita segundo o livro de estilo do Público rezaria o seguinte:

O Belenenses, agremiação incontornável do panorama desportivo e cultural português fundada em 1919, venceu com todo o mérito o nacional da madeira por 2-1, em encontro particular realizado nesta terça-feira, em Rio Maior, quando poderia muito bem ter sido jogado no inigualável Estádio do Restelo, inaugurado em 1956 e palco de numerosas glórias futebolísticas, de visitas de Sua Santidade e de memoráveis espectáculos musicais organizados pelo senhor doutor Luis Montez, nunca lho agradeceremos devidamente, aliás, bem como ao seu sogro. Romário, nome de craque, marcou o golo do justíssimo triunfo da formação do Restelo, ao minuto 90.
Yontcha, camaronês capaz de fazer sombra ao sobrevalorizado samuel eto'o, tinha colocado o Belenenses em vantagem (39m) mas a equipa orientada por manuel machado conseguiu responder fortuitamente pouco depois do intervalo. Pecnik, nascido na diabólica jugoslávia e reforço do nacional da madeira para esta temporada, voltou a marcar um golo sem saber ler nem escrever. Contudo os azuis viriam a selar o natural triunfo perto do apito final.


este texto foi visado segundo os preceitos dos coronéis instalados à rua do viriato






a liberdade anda a passar por aqui ou de quando o sub-director Nuno Pacheco mostra aos seus meninos como se faz opinião e relembra que quem se mete com a Cruz de Cristo, com o futebol e com o Montez leva. Lá dizia o outro.


© rabiscos vieira

mais detalhes aqui e aqui, opinião sustentada acoli e além



the girl with the forbidding tattoo


eis-me aqui, galhardo, a responder ao repto, os pontos de exclamação que se fodam, o apelo anda por aqui e por aqui, este é o meu contributo, que é de longa duração, até se exterminar tal sinal a imagem fica ali, no topo direito do irmaolucia. viva a luta contra o ponto de exclamação! ooops.

eu levo no pacote



com uma vénia profundíssima ao Francisco, pela lembrança e tudo

literatos imperfeitos

Ruca adorava colocar a Sontag e o Lowry no mesmo saco e fazer um filme chamado debaixo do amante do vulcão. era casa cheia no cinebolso.

lisboa em baixa resolução # 203


fátima, mouraria e fado


amores imperfeitos # 170

Sandro tece rasgadas loas às cartas a lucílio, Carina acha que sempre é mais sério do que mandar-lhe fruta. e chocolatinhos.

em abono da verdade não se pode dizer que fosse um gajo avesso à posição de oração, que é como quem diz, de joelhos

© rabiscos vieira




walk the line

fazia o meu trajecto pela rua 1º de dezembro enquanto desbastava as últimas páginas da girl with the dragon tattoo, o stieg larsson mas em inglês, porque mais barato, e que bom é ler e andar, aconselho vivamente, e eis que sou abordado por uma daquelas amigas dos cães, das rastas, dos guizos, dos malabares, dos diabolos, e antes de me pedir a proverbial moeda olha para o paperback e solta "que é isso, a Bíblia?". calma filha, ainda não é assim TÃO bestseller.

cinéfilos imperfeitos

Ruca anda em pulgas para ir ver a Idade do Grelo 3.

programa Polis

não é só o cacém que está belíssimo depois das obras. o vida breve do luis m. jorge está de volta e veneza veio com ele. agora é olhar e salivar.

amores imperfeitos # 169

Sandro tece rasgadas loas ao leite derramado, Carina embirra um bocado porque no fim é ela que tem de lavar os lençóis.

uma nota sobre aquele tal livro do Arafat e assim

à margem do pequeno sururu levantado pela hipotética publicação de certo e determinado livro pela Chiado editora venho assumir uma das minhas grandes pechas, pois que até hoje mal tinha ouvido falar em tão insigne casa editorial, e eu até posso ser enfiado no pacote de 'gajo do ramo', sucede apenas que tenho tanto de distraído como de carroceiro, e vai daí lanço-me ao google à procura de mais informações que suavizem a minha ignorância e tal decisão revelou-se profícua, logo na primeira entrada lê-se "Chiado Editora: A editora de referência no âmbito da criação literária em Portugal", será então altura de aqui o meco pegar nos tarecos e mudar de profissão, afinal os terroristas maometanos andam a proporcionar um ambiente desconfortável à fina flor da edição portuguesa, que diabo, ou então não, nem sempre a internet diz a verdade, quem já pesquisou por barely legal midgets e derivados sabe do que falo, em calhando a oportunidade de aparecer no papel de putativa vítima dos infiéis dá uma visibilidade comercial (e não só) interessante, cria-se um pequeno hype e depois é cavalgá-lo, não é necessário ler o kotler e o kapferer e o borda d'água inteiros para saber disso, suspeito até que nunca se tenha falado tanto na Chiado editora como agora, no momento em a mesma entra no caldinho do choque de civilizações que se segue ao 11 de setembro em geral, ao episódio rushdie em particular, mais livros, menos arranha-céus, e eu estou disposto a manifestar a minha solidariedade para com estes editores tolhidos pelas ameaças daqueles que querem de volta o califado, as gajas tapadas e uma civilização onde sagres e super bock não têm cabimento. E mais, agora vou ali ver o video dos white stripes com a kate moss no varão, só para reforçar a superioridade da nossa civilização ocidental, mas também não demasiado, que isto aqui não é o Blasfémias, caralho.

mÚSICA & dESIGN


para bom entendedor


se esta não vem no manual de civilidade para meninas Sandro está disponível para lavrar um protesto

tende cuidado com o intelectual porcalhão, que faz rimas com juliette binoche.

astrónomos imperfeitos

Ruca acha incrível que o primeiro homem a pisar a lua ainda tenha tido pedalada para papar sete voltas à frança. mesmo só com um colhão.

e agora vejam se despacham essa história do casamento gay a ver se eu peço a mão do jack white enquanto é tempo, foda-se



via andróide paranóide

Grande salto em frente

© rabiscos vieira





não é só gostar por gostar dos REM; é que este video lembra-me sempre um livro das testemunhas de jeová que havia em casa dos meus pais e a infância e tudo, chuif, chuif






óptimas notícias

© rabiscos vieira

vem aí o tal livro do Bolaño, é impossível não me referir a um acontecimento deste calibre. e a quetzal que me desculpe se me deu para ilustrar em vez de postar aquele vídeo do youtube mas eu cá sou pouco amigo de booktrailers.

abrir as portas


e agora é varrer poeiras, arrumar a tralha, empandeirar caixotes, alinhar lombadas, abrir um pouco mais a cidade às letras, é motivo de festa o facto de ainda se abrir livrarias em lisboa, terra onde se preferem os túneis, a parolice sebastianista-carneirista e as boutades inconsequentes, o charme rançoso da burguesia, enfim, ponham-se antes os olhos nas páginas e páginas de deleite que passam a estar mais à mão de semear, isto depois de uma labuta de peso, com inúmeras mãos no amassar deste pão que agora chega ao oriente da cidade, um pão que um ou outro diabo também amassou mas que confortará muita gente, é a imagem que me surge de forma mais aguçada, é um conceito que muito prezo, o pão, o trabalho, eu a fazer de blogger que faz de afilhado de um alves redol, de um soeiro, muitas mãos em cadeia até ao resultado final, que se quer suculento. Neste pão, neste todo, meia-dúzia de migalhas foram fruto do meu contributo, o que me dá muito, todo o prazer. Hoje, sexta-feira, às 17h30 inaugura-se, festeja-se; as ferramentas, o pó, o suor, dão lugar ao croquete, ao copinho de cerimónia, à not so beautiful people, às palmadinhas de circunstância. Estão todos convidados.

sintomatologia

agora não nos cansamos de chamar-lhe gripe A para andarmos no topo da lista em qualquer coisa.

noblesse oblige

© rabiscos vieira



time out vieira

ia agora aconselhar um belíssimo restaurante ao largo do camões mas à saída cruzei-me com o pedro granger.

a preto e branco

o 24 horas deu à estampa e com honras(?) de primeira página a confirmação de que luciana abreu e yannick djaló andam enrolados, enamorados, a namoriscar, no arrebimba o malho, a floribella cresceu e como cresceu, largou a mãe em forma de árvore para se concentrar no tronco do chuteiras, nada de especial, a morcelização da sociedade não é de hoje, a invenção de palavras no irmaolucia também não, mas o garrido da história vem do próprio website da pequena que conta com um comunicado dos pombinhos no que toca ao namoro, e ainda assim esta não é a polpa com mais interesse, leiam-se antes os comentários, como diria a minha amiga aninhas, quem é esta gente?, a digladiarem-se pela moral e bons costumes de um lado, a baterem-se pelas razões que só o amor reconhece do outro, ética a nicómaco é mas é o caralho, vão ao sítio da lucy e bebam dos néctares de prosa que por lá se passeiam como em

primeiro as pessoas sao muito estupidas e m pensar assim eu jamais vou deixar de apoiar a luciana por causa disso ela anda com kem kiser e alem disso ela pouco tempo dp da separaçao ja tava apaixonda por outro homem portanto ele tem direito tb a ser feliz se ele gostou da luciana e ela dele muito bem k sejam muito felizes e o k eu mais desejo.ninguem deixa de ser fa das pessoas de um dia para outro e pk n eram assim tao fas -eu n me kero xatear com ninguem po causa disso .cada pessoa tem a sua opiniao eu respeito mas por amor de deus n vindes para aqui falar mal dela nem a julgar porque isso e feio julgar as pessoas

Saramago, põe os olhos nestes levantados do chão. Ou então enfia a viola, a prosa no saco.

14 de julho

Ruca também gostava de tomar a bastilha. mas por trás.

misteriosos são os desígnios do destino e as putas das redes sociais

ando a ser seguido no twitter por uma senhora que em tempos me despediu.

irmaolucia, o blogue que avilta a democracia

o voto é secreto de porco preto.

dos sítios da náite

em plena rua da misericórdia passa-se um fenómeno estranhíssimo, da misericórdia mas sem piedade dos incautos, dizia, por estes dias sai-se à noite no topo do edifício que apadrinha um centro comercial directamente saído da cabeça de um russo que muito ansiou pela perestroika, brilhos, dourados, espelhos, elevadores, senhor de fatiota e guest list mais ou menos contornável plantado no foyer, um senhor que barra os homens de calção ou bermuda (sic) mas que escancara as portas às bifas e tugas aparelhadas com um tomara-que-caia ou similar, como sabiamente se diz no brasil, sobe-se até ao último piso, com vista bonita, sim senhor, lisnave iluminada, barreiro, cristo rei, néons dos armazéns do chiado e o caralho mas o panorama, mesmo que cheio, é desolador, dois dirigentes nacionais do psd, abrenúncio, mulheres com base que dificilmente sairá sem recurso a escopro e martelo, meios-sorrisos (ou seriam esgares provocados pelo preçário das bebidas?), moças americanas a mostrarem os escaldões, homens visivelmente satisfeitos com os seus cabelos tufadinhos, e em pano de fundo um R&B quase tão deplorável como as fatiotas de polyester que abundavam, abundavam. Em cinco minutos a sensação de inadaptado ao estilo nova iorque fora de horas apossa-se da gente, dá-se de fuga do Silk, o nome oficial do estabelecimento onde já terá posto os cotos o maior metrossexual da madeira, mas para nós será sempre o Sedas, mais carinho, mais portugalidade, mais afecto, afinal está plantado na rua da misericórdia, um gajo não pode ser insensível às coisas, que diabo.

ele quis dizer "inclassificável" mas a boca fugiu-lhe para a verdade

"Até aqui, o que eu escrevia não escapava ao rótulo de romance histórico. Este é um bocadinho inqualificável".

Miguel Sousa Tavares à Visão




Lucy in the sky with diamooooonnnddddsssss

«Se for dar um passeio pela praia e se for nas minhas conversas com Deus, muitas vezes 'falo' em inglês. Sei que é uma coisa completamente absurda, para a qual não tenho explicação. (...) Deus é multilingue, mas talvez perceba que o inglês é mais incisivo para certas coisas.»

Laurinda Alves, em entrevista ao Sol - via entre as brumas da memória

literatos imperfeitos

Ruca não entende como é que o Maalouf vem falar à gulbenkian quando esta semana o condenaram a 150 anos de xilindró.

uma espécie de carolina salgado mas com mais pintura, menos pinto da costa

A nova chancela da Gradiva chama-se Espuma dos Dias — isso mesmo, lembram-se do romance de Boris Vian, de 1947). Há blogue e tudo, já com o primeiro título anunciado. A pintora de Xangai, de Jennifer Cody Epstein, «narra o percurso extraordinário de uma mulher — de uma vida de prostituição às galerias de arte de Xangai e de Paris».

em cadeia

acordo com o move this dos technotronic na cabeça, people don't you know, don't you know it's about time, o que me leva a pensar nos livros do adrian mole, nos primeiros esgalhares de pessegueiro, na minha cadela que morreu atropelada, tudo da mesma época, e hoje, vinte anos depois, descubro que fazer dieta tem o efeito dos cogumelos mágicos mas gastando muito menos dinheiro. obrigado regime espartano, eu te amo.

o blogger recomenda




acabo de papar "Passion is a Fashion", biografia dos The Clash escrita pelo jornalista Paul Gilbert, melómano ex-editor da Mojo, colaborador do Guardian e o The Times, grande alcoólatra. É uma boa forma de conhecer ao detalhe uma banda determinante para a história da música roque enrole entre outras, sem recorrer ao mexerico e à sordidez, privilegiando antes as personalidades criativas em confronto, os processos de trabalho, o ideário, a tremenda importância cultural do grupo. Um pouco à semelhança do que poderia ter sucedido com os Excesso, não fosse dar-se o caso de ter vindo à baila o drama calado/melão. vicissitudes.

mostra lá o teu nabo, kov


© rabiscos vieira

por lá revelam-se inéditos do autor de lolita. por cá vamos tendo a ana malhoa.


despertar ao som do único bizzness não controlado pela filha do doutor Dos Santos



amizades imperfeitas # 94

Sandro está disposto a dar o benefício da dúvida a no teu deserto, Ruca gostava mais de dar o benefício a no teu degrelo.

objectivo ethyopian chic

hoje fui à minha primeira consulta de nutricionista.

quem não chora não mama

estava a ver na tv o jorge CEO da mota engil coelho a criticar quem ataca as obras públicas e lembrei-me logo do ditado popular.

Ruca espera que não seja aquele que enfiava ovos na pássara da mulher no império dos sentidos

Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores para o escritor Armando Silva Carvalho pela obra "O Amante japonês".

via senhor palomar

notícias do mundo editorial

© rabiscos vieira

chega hoje às livrarias o quase romance do quase escritor


mais um espaço pub ou de quando um blogue se parece com os classificados do correio da manhã, aqueles, de que o pacheco pereira tanto gosta


está lançado o 1º número da revista digital b:mag, cortesia dos booktailors. o download pode ser feito aqui.

está aí a LER de Julho e eu com ela

© rabiscos vieira

em querendo visitar as ilustrações de Junho, e anteriores, é só passar o sítio do costume


anedotário

vejo o eusébio no palanque do real madrid e só me lembro da piada do índio chupista.

no brasil tecem loas ao narciso que considera fernando pessoa um autor "sobrevalorizado". tudo bem, sempre puxei mais pela argentina

António Lobo Antunes aplaudido de pé em Paraty

espaço pub

© rabiscos vieira

ilustração para campanha de apoio escolar nas férias lançada pela Almedina. estudem, calões.


mÚSICA & dESIGN


glosando roberto carneiro


a cada país as suas honduras

Dois agentes da PSP baleados na cara às portas do bairro de Santa Filomena, na Amadora

a diferença entre um livreiro e um balconista

dessa dúzia eu só li um, ó coisinho.

dentadinhas no pescoço do mercado editorial

um gajo já se familiarizou com as livrarias que mais parecem supermercados de livros, as capas dos ditos ajudam, brilhos, relevos, altos contrastes, blurbs que podiam mimar fiambres da perna líderes de venda no new york times. e também com os próprios supermercados e derivados com livros lá dentro, alguns mais ousados até identificam a zona com o topónimo "livraria", como na worten, onde já perguntei pela secção de banda desenhada e me responderam com a pergunta "aqueles livros tipo calvin & klein?".
mas no pingo doce de tavira há todo um novo conceito de fusão; ali, o escaparate com o amor adolescente temperado a alho e trazido à liça pela stephenie meyer está diligentemente encostado à prateleira dos detergentes para lavar a loiça, villa bajo contra villa riba, vampiros contra humanos em que no fim tudo acaba em bem.

e agora vão ouvir o lost in the supermarket dos Clash, só para unir os pontos, lavar as ideias.

sinais evidentes da crise

cada vez entra mais gente no irmaolucia procurando no google por salve-se quem puder.

literatos imperfeitos

Ruca não tem dúvidas, os homens que odeiam as mulheres não é obra de um sueco, é obra do carlos castro.

contributo para uma nova iconografia da luta política

© rabiscos vieira


o ministro pinho, um voto

rogo para que não tenha sido o michael phelps a pôr-lhe os palitos.

ich bin ein berliner

é preciso um gajo querer variar de areais e rumar à praia manta rota para deparar de fuças com o pequeno cisma israelo-palestiniano da costa portuguesa. mas já lá vamos. a manta rota, hoje muito mais arranjadinha do que aquilo que eu tinha guardado na memória, a saber, uma praia bordejada por tugúrios de café e imperial roufenha junto dos quais assisti ao jogo de abertura do mundial frança 98, brasil versus escócia com supremacia para os canarinhos, uma lástima, eu sou dos que puxam pela argentina, foda-se, mas hoje em dia parece que a dita manta sofreu melhorias do polis, ou do pobris, dada a pequena escala da intervenção, com um cheirinho a ordenamento do território que até enjoa, um gajo não está habituado e tal. o areal grosso mas em bom, só quem nunca esfodaçou a planta dos pés na póvoa do varzim poderá desdenhar do ALLgarve, a água mais para o morninho, a brisa suave. um cenário que não faz prever o ambiente de guerrilha que se vive entre os vendedores de bolas de berlim, uma chusma deles a degladiarem-se pela clientela, seja em representação dos pasteleiros alexandre & soares, uma espécie de nelo silva & cristiana mas em doce, seja em representação de desalmados que pintam o noddy nas caixas de transporte das bolas e jesuítas, como quem pisca o olho à criançada que há-de fazer lóbi sobre os pobres progenitores. só na manta rota se assiste a discussões entre vendedores de bolas de berlim, ainda por cima discussões sobre dumping de preços com ameaça velada de galheta nas trombas de um para o outro. o um sentado na cadeira do nadador salva-vidas, cortesia da vodafone, o outro do meio do areal a apregoar o liberalismo pasteleiro contra a cartelização dos doceiros. isto na manta rota, xangri-lá do camarada carvalhas. e um gajo rejubila. a Economia também está a passar por aqui, moçada.