a feira do livro
está aí, pronta a inaugurar, a rebentar, a trazer cores ao coração de lisboa, uma espécie de bypass em forma de vasos que são páginas, a aorta que são duas, uma de cada lado do Parque, sangue de leitores, muito colesterol e gorduras literárias dispensáveis mas cada um sabe de si, há quem lá vá pela nutrição, outros pelo enfarte, ou só porque sim, pelas farturas e suas seringas de apoiar no sovaco, as cidades carecem destes imaginários, e eu cheio de pretextos para lá pôr os cotos, até lá vou trabalhar meia-dúzia de dias, dar o couro no Eduardo VII, expressão que arruina qualquer reputação mas isso era se eu tivesse alguma, vêmo-nos então por lá, abaixo e acima na ladeira, a common people como canta o jarvis cocker - o mais eduardiano dos apelidos - com os canhenhos em sacos, debaixo do braços, enfiados em malas, com o pito aos saltos pelo Mago, pelo Raskolnikov, pela Bovary dos pequeninos que é a Carolina Salgado, e que bonito é ver isto acontecer na semana da democracia, mesmo que com chuva que em anos anteriores nunca quis deixar de marcar presença. ruína das carteiras, aí vou eu, e não se esqueçam, o consumo privado evita a deflação, estimula a economia, não queiram agravar uma crise que ainda atira com todos para o desemprego, caralho.
Publicada por pedro vieira em 30.4.09 0 comentários
vieira, o corrector imobiliário
parem as rotativas, ou as edições online ou lá o que é. tenho a minha casa à venda. podem conhecê-la com detalhe e requintes de blogger neste novo poiso que vou alimentar. e agora, spread da word niggaz.
Publicada por pedro vieira em 29.4.09 5 comentários
salários da gnr aumentam 5,5%
garante a letras gordas o correio da manhã de hoje, e eu cheio de inveja, com vontade de ter uma farda, coldre inchado, isso que trazes aí é uma mauser ou estás só contente por me veres, e de ter um farfalhudo bigode que até permite filtrar com vagar as colheradas de sopa, e um sotaque beirão, charmant, engatatão, como o do falecido presidente do conselho, e uma predisposição para autuar e descer as avenidas em arengas e bravatas anti-governo quando as carreiras afunilam. e nem sequer me importava com a pança proeminente porque como diz o Ruca "a pança é boa, para as gajas mamarem à sombra". pim.
Publicada por pedro vieira em 29.4.09 0 comentários
love proof
ontem citei o número de contribuinte à minha mulher. o dela.
Publicada por pedro vieira em 29.4.09 0 comentários
olha filha, não sei se é bem por vontade própria que tu continuas virgem
Andei na claque dos 16 aos 21 ou 22 anos. Dançava nos jogos na Luz. Tinha o cabelo pintado de louro. No terceiro anel, quase só se via o meu cabelo no ar. Foram anos muito giros. O Vale e Azevedo chegou a autografar o meu braço!
Margarida Menezes, fundadora do Clube das Virgens, ao jornal Público
Publicada por pedro vieira em 28.4.09 5 comentários
é fácil, é como encontrar um trevo na tromba de um jumento
A edição do Expresso do dia 25 de Abril de 2009 traz uma chamada de capa para a notícia de que A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, voltou a ser censurado pelo grupo Auchan.
via cadeirão voltaire
Publicada por pedro vieira em 27.4.09 0 comentários
eu sabia que o porco no espeto em Santa Comba Dão ir dar mau resultado
Publicada por pedro vieira em 27.4.09 3 comentários
calendário
a esmagadora maioria dos desgraçados que trabalha em "escritórios" e não em magníficos shopping centers arma-se do calendário no início do ano, fareja os feriados, pausas e lay-offs gregorianos e marca as férias antes do colega da frente que lhe calhou na lotaria do open space (aquele mesmo mesmo rançoso, que empesta a secretária com fotos da mulher e dos filhos, que invariavelmente são pequenos génios, do bóbi, e mais as chaves da carrinha monovolume, e o cheiro a old spice e a benfica, mas só a seguir aos domingos), lamenta o 25 de abril a um sábado, nem fim-de-semana grande, nem hipótese de ponte com passagem para punta cana, e joga toda a esperança nos feriados móveis. eu, se trabalhasse num "escritório", escolhia um feriado-cómoda, já que até estou a pensar mudar de casa, e umas gavetas que acamem t-shirts dão sempre jeito.
Publicada por pedro vieira em 27.4.09 1 comentários
revolucionários imperfeitos
Ruca considera que só se poderia falar em Verão Quente se tivesse existido um COPCONA.
Publicada por pedro vieira em 24.4.09 0 comentários
nunca a palavra "electrocussão" fez tanto sentido
a edp prepara-se para inaugurar a barragem do alto do lindoso com um concerto de paulo gonzo e lúcia moniz.
Publicada por pedro vieira em 24.4.09 0 comentários
um preto de carapinha e docinho, docinho
o que é bom nesta terra é que um gajo fode as solas entre mundos muito diferentes de um dia para o outro, se ontem raspava analogias entre cidades e literatura ao fundo do tacho da minha cultura preço-certo-em-euros-mas-em-mais-magro, hoje constato que nas analogias ninguém bate o povaréu do cartaxinho (que grande estabelecimento, caralho), senão vejamos, que é como quem diz, leiamos: ao fundo da sala três gerações, o avô com sangue no álcool, o pai com os olhos no inter x sampdoria, a mãe em estilo heroin chic mas com menos glamour do que o ewan mcgregor, cavalo marado não perdoa, é como a sida, o messi e o custo de vida, e na ponta a criança, que insiste em pôr a chicha na borda do prato depois de uma promessa de brigadeiro, barafusta, apressa a sobremesa e lá vem o doce, e quando a criança já o garfeia (isto existe?), vem o Chalana que pergunta então miúdo, estás a comer um eusébio? e faz-se luz na sala, o petisco tem a cabeça redondinha, é preto e os fiapos de chocolate compõem a carapinha, um mimo de nostalgia e pontapé na bola que o gaiato - que nem sequer se lembra do damas, do bento ou do gomes - anui, sem estranhar. e vai mais uma garfada no pantera negra, amanhã logo se pensa em poupar os dentinhos.
Publicada por pedro vieira em 23.4.09 0 comentários
eu mamava o aquilino com uma pinta do caraças
e uma deixa de orelha, rabo, volta à praça e saída em ombros lançada pelo jorge fallorca resume uma noite de grande cavaqueira, livros e outros demónios, ontem à noite. na tal de Trama.
Publicada por pedro vieira em 23.4.09 3 comentários
bem sei que a figura da moura guedes tem andado ao sabor do bisturi mas isto é um bocado jogo sujo
vocês já viram o telejornal da TVI à sexta-feira? aquilo não é um telejornal. aquilo é um telejornal travestido.
josé sócrates em entrevista à rtp, 21/04
Publicada por pedro vieira em 22.4.09 2 comentários
espaço pub

a sessão é hoje, quarta-feira, dia 22. o texto de apresentação reza o seguinte:
A propósito do dia do mundial do livro, a 23 de Abril, a Associação Cultural Respigarte e a Livraria Trama quiseram colocar algumas questões àqueles que parecem ter com os livros uma relação que vai muito além do consumo. O livro, produzido e reproduzido em massa, continua a ser objecto de culto. Numa época em que as montras das livrarias se renovam diariamente, ao ritmo incessante das publicações, porque razão se procuram tanto alguns títulos esgotados?Cada livro é um edifício, uma construção no leitor. A cada nova leitura vai-se formando um bairro, com largas avenidas, becos estreitos, pontes, jardins. Como se arquitecta esta cidade invisível? Qual o percurso do leitor, de que modo passa de uma construção para outra e, acima de tudo, como se relaciona a nossa cidade com a cidade do leitor ao nosso lado. Queremos saber qual o ponto de encontro, que caminhos se usaram para chegar a Roma. Todos são possíveis, como se sabe. Serão convidados escritores, músicos, tradutores, editores, encenadores e, acima de tudo, LEITORES.
Diana Mascarenhas vai desenhar ao vivo o mapa da nossa cidade, o roteiro das nossas leituras.
Moderação
Rosa Azevedo
Convidados
Jorge Silva Melo, Pedro Vieira, Francisca Cortesão - Minta, Abel Barros Baptista, Jorge Fallorca, Luís Filipe Cristóvão, José Mário Silva
agora é aparecer, vilanagem. endereços e contactos da Trama estão aqui.
Publicada por pedro vieira em 21.4.09 3 comentários
menino que nasceu morto, seduziu o anjo da morte, sofreu em manicómios, mergulhou nas drogas, experimentou diversas formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso pela ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro, redescobriu a fé e transformou-se num dos escritores mais lidos do mundo
a chamada de capa da biografia do paulo coelho lembra-me tanto, mas tanto, um episódio dos Riscos.
Publicada por pedro vieira em 20.4.09 3 comentários
amores imperfeitos # 167
Sandro tece rasgadas loas ao diário da guerra aos porcos, Carina também concorda que está mais do que na hora de levantar o sigilo bancário.
Publicada por pedro vieira em 20.4.09 0 comentários
Crash. Stop.
Quando penso nele, vejo-o ao volante dos carros roubados que ele destruía a um ritmo avassalador, imagino as superfícies deformadas de metal e plástico que acabaram por abraçá-lo para todo o sempre. Dois meses antes eu tinha ido encontrá-lo debaixo do viaduto do aeroporto, após o primeiro ensaio da sua própria morte. Um taxista ajudava duas hospedeiras do ar ainda trémulas a sair do pequeno carro contra o qual Vaughan fora chocar, depois de ter irrompido sem aviso prévio duma estrada oculta pela vegetação.
in Crash, ed. Relógio d'Água, 1996, tradução de Paulo Faria
Publicada por pedro vieira em 19.4.09 1 comentários
live fast, shoot heroine, die young, leave a nice tune to be remembered on blogs
Publicada por pedro vieira em 19.4.09 7 comentários
um homem, um ranger de dentes, um filme do caralho
Publicada por pedro vieira em 19.4.09 2 comentários
estão interditas as piadas com a palavra "vacas"
em espanha foi descoberto um falso cirurgião plástico que fazia implantes mamários com equipamentos de veterinário.
Publicada por pedro vieira em 17.4.09 1 comentários
entretanto, na Trama
estou convidado para a sessão sobre livros da próxima quarta-feira. está tudo doido, caralho.
Publicada por pedro vieira em 16.4.09 2 comentários
a espuma dos dias

ontem foi um dia curioso, pelas bandas de ivan o terrível descobriu-se um homem com uma árvore nos pulmões, um abeto, para ser mais preciso, um tipo dá entrada na mesa de operações para ser operado a um câncaro e sai-nos o pinhal de leiria lá do sítio, nada de especial, eu próprio senti nascer-me um melão enorme na cabeça depois da derrota do porto em casa, e que dizer do candidato vital, reactivo, indignado com o juvenil rangel, como se uma mandrágora uivante lhe alucinasse a garganta, a romper a mordaça, que essa sim, ele sabe o que é, a cada um o seu momento bondage. Andamos todos um bocadinho como os amores de Colin e Chloé. E eu gosto.
Publicada por pedro vieira em 16.4.09 5 comentários
se por estes dias é obrigatório fazer um post com os xutos ao menos que se use uma canção decente
Publicada por pedro vieira em 16.4.09 3 comentários
chama-se "azeitona", acho eu
Cavaco Silva provou azeite sólido, na visita a um laboratório
jornal da meia-noite, sic notícias, 15/04
Publicada por pedro vieira em 16.4.09 4 comentários
à hora do jantar, no meu querido shopping centro
sento-me numa mesa com vista para o plasma ligado na sportv, os jogos da champions acabados de acabar mas os resumos ainda por dar e assim, enquanto enfio os talheres de plástico no prato de fusilli, catrapisco os frangos do petr cech porque diz que a massa vai bem com carnes brancas, mas o espectáculo até estava montado na mesa em frente, mesmo sem patrocínio da ford, da playstation ou da saudadosa cerveja amstel, que voz amiga me garantia ser iguaria directamente filtrada dos canais de amesterdão, tal era a qualidade do produto. A mesa defronte, então, com três figuras de estalo viradas de frente e uma de sonho virada de costas, de frente para mim estavam um clone do vocalista dos tv on the radio, agora sem o ar trendy da brooklyn natal ou do casamento de rachel em que fazia de noivo indie e cool, passe a redundância, este, o do shopping, em menos glamour, em mais carisma, com óculos e lentes saídos do telescópio hubble. Ao lado um indivíduo em camisola de alças, promessa de vulcão, bíceps trabalhados, cabelo grisalho, boca mordaz mas eis que se levanta e mostra a perna esquerda mirrada, que para se deslocar com a outra necessita do apoio de um par de muletas, yin e yang ou lá o que é, uma lástima, e por fim, o homem que alterna as vistas entre o ecrã e o telemóvel, com ar triste, triste, triste, como quem acaba de ler um romance do joão de melo, adepto do liverpool, está visto, pelo menos desde que deixou os rudes açores por troca com um seminário beirão. O cabelo em farripas para a frente não ajuda.
De costas para mim a cereja no topo do bronco, um indivíduo que insistiu em levantar-se um par de vezes enquanto ruminava comentários ao empate a quatro e quatro, e de cada vez que o fazia - levantar-se - e mesmo quando se sentava, fugia-lhe a camisola lombo acima e a calça cóccix abaixo, situação que me proporcionou a visualização repetida do rego do indivíduo, justamente à hora da minha refeição, até tive um professor de electrotecnia que também trajava e bamboleava nestes termos, nessa altura perdi os amores pelas ferramentas e bricolages, já ontem senti saudade de saborear um courato. Sempre é mais higiénico. E vai bem com bola, ôôô êêê ôôôôô.
Publicada por pedro vieira em 15.4.09 1 comentários
mÚSICA & dESIGN
Publicada por pedro vieira em 15.4.09 0 comentários
wishful thinking
Ruca gostava de estar como a economia, em sério risco de felação. todos, todos os dias.
Publicada por pedro vieira em 14.4.09 0 comentários
the happening

Cabrera Infante volta ao convívio com os vivos com A Ninfa Inconstante, e para alegria de muitos, benefício de todos, é a Quetzal que faz de Alexandra Solnado, de vidente extra-lúcida, este cubano que vos fala, a partir do fim do mês nas livrarias. Em boa hora.
Publicada por pedro vieira em 13.4.09 3 comentários
impressões pós-páscoa, febres, outros demónios
no calvário que me dura o ano inteiro e que consiste no fuçar sucessivo em busca de novas trufas, qual javali melómano, afinal de contas ando pelos noventa e tal quilos, justifico-o com o peso dos ossos mas é mentira, dizia, enfio o focinho nas fontes de informação disponíveis e vou sacando pérolas que aliviam o peso da cruz da ignorância nos meus ombros de classe-média. por estes dias ando com a febre dos fever ray, projecto a solo da menina que faz parte dos muito recomendáveis the knife, a suécia não é só ikea e os roxette e tal, e que bem vai este som com a minha disposição melancrónica, faz as vezes de ressurreição e tudo. Senhor, por que me abandonaste, perguntava o outro também por estes dias, mas é mentira, caralho, ouçam o disco, descubram a luz. Ele existe e está nos pormenores, sobretudo naqueles com mantra electrónico e vozes suaves com rispidez à espreita.
Publicada por pedro vieira em 13.4.09 0 comentários
está aí a LER de Abril e eu com ela

espero que tenham acompanhado a quadra pascal com cabrito assado no forno, amêndoas e a LER no colo, caso contrário façam-no neste período pós-ressurreição porque este número está mesmo do caralho, com novo provedor dos leitores, consultório literário, ilustrações coevas, um italiano genuinamente português e artigos interessantes, nomeadamente. depois não digam que não coiso. avisei, digo.
Publicada por pedro vieira em 13.4.09 0 comentários
afinal o meu Ruca também podia ser um senhor doutor do sporting, meu deus
"vamos ao buraco, que o tempo passa"
soares franco para dias da cunha, sic notícias, 12/04
Publicada por pedro vieira em 12.4.09 0 comentários
fruta da época
depois daquela saída do Louçã àcerca dos coelhos machos a rebolar cova nunca mais olhei para os ovinhos de páscoa da mesma maneira.
Publicada por pedro vieira em 11.4.09 0 comentários
juristas imperfeitos
Ruca questiona-se, se lhe invertem o ânus da prova, por onde é que se entra?
Publicada por pedro vieira em 9.4.09 0 comentários
um dia Ruca concretizará muitas e muitas insinuações de corrupção que tem espalhado aos quatro ventos
mas só o fará quando lhe pagarem bem por isso.
Publicada por pedro vieira em 9.4.09 0 comentários
calendário
na contagem decrescente para mais um fim-de-semana prolongado, os ingredientes do costume já estão na posição de partida, a saber: os lisboetas que desaparecem em registo mini-férias-para-esquecer-a-crise, a minha própria mulher que dá corda aos sapatinhos, os autocarros mais vazios, benza-os deus, deve ser isso a páscoa, a passagem, agora mais fácil se precisarmos de chegar à retaguarda como mandam os senhores da carris, o sol já morno que escavaca a vontade de trabalhar, por aí fora. portanto já sabem caros 12 leitores, se quiserem partilhar um folar ou umas amêndoas, ou não, que os doces não são tanto a minha praia, então, se quiserem partilhar umas favas com chouriço, uns torresmos crocantes, eu vou estar no sítio do costume, com excepção de domingo, que este ano a aleluia também me bafejou. apareçam, até vos leio uma passagem do último livro do cláudio ramos, em jeito de sobremesa, só para desenjoar. and yet...
Publicada por pedro vieira em 9.4.09 4 comentários
gasosa superfresco
hoje esteve no condomínio onde eu presto os meus serviços um conhecido catastrofista que vai imenso à televisão e assim. Vai daí que pôs a clientela num corropio, muito rodar de pescoço, muito sorriso cúmplice, e até uma senhora da área das psicologias, livros da Quarteto e quê veio indagar-me "sei que isto é coscuvilhice mas quem é aquele senhor, a cara é-me familiar" e eu retruco "é o fulano de tal" e ela "gosto tanto dele, diz as verdades, é contundente, tudo sempre muito directo" e eu já só pensava no senhor João da taberna da minha infância, passe o pleonasmo, que um dia correu com um cliente à machadada, pois, tinha um cabo-e-aço-aguçado atrás do balcão para também falar verdades e de forma mesmo muito contundente, sobretudo quando os bebedolas não queriam sair, pagar ou deixar de molestar a dona maria do carmo, esposa do senhor João e mamã do Fozzie, alcunha com que era mimado o um tudo-nada avantajado moço dilecto do casal, um rapaz da da minha criação, das minhas memórias de quando ia comprar sg ventil para o meu pai ou gasosa para todos, sobretudo ao domingo, dia de festa, refrigerantes, do Senhor e de quem se acha como Ele. Como o tal catastrofista.
Publicada por pedro vieira em 8.4.09 7 comentários
amores imperfeitos # 166
Sandro anda em pulgas para conhecer o leite derramado de chico buarque, já Carina teme que o seu homem ande a abichanar à força toda.
Publicada por pedro vieira em 7.4.09 0 comentários
amor de pai
entendo os Prodigy mesmo assim, como um daqueles filhos que já foi brilhante mas que entretanto andou em más companhias, caiu a pique, fodeu-nos as pratas para comprar cavalo, mentiu, levantou-se, voltou a cair, desiludiu-nos, nunca deixámos de gostar dele. uma história como muitas outras, numa altura em sai um disco que é uma espécie de metadona muito razoável, pese embora o recurso ao orgão mágico não muito melhor do que os que se ouvem nas festas de são bartolomeu em ponte da barca e o single com aquela parte do refrão perigosamente próxima das vocalizações à duran duran. cambada de...
Publicada por pedro vieira em 7.4.09 0 comentários
o perfil certo
ontem à noite, depois de cumprir o meu turno no shopping, retornava a casa pela ladeira que dá acesso à minha rua quando me cruzei com um homem que comia uma maçã e que trazia os bolsos do casaco cheios de fruta e que se deslocava completamente nu da cintura para baixo. com excepção de um par de ténis. pela falta de vergonha na cara julguei tratar-se do substituto de domingos névoa à frente da Braval.
em stereo
Publicada por pedro vieira em 6.4.09 2 comentários
historiadores imperfeitos
Ruca sempre sonhou ir a Istambul, diz que anda por lá a Sublime Porca.
Publicada por pedro vieira em 6.4.09 0 comentários
o blogger tasqueiro passeia a sua classe pelo papel couché, o idolátrico
esta semana a revista NS do diário de notícias traz um artigo sobre a blogosfera com declarações aqui do rapaz. depois ainda esperam que o jornalismo se mantenha de referência. isso é que era doce.
Publicada por pedro vieira em 5.4.09 2 comentários
Sócrates, o cristo da política portuguesa ou da solidariedade para com joão miguel tavares
Publicada por pedro vieira em 4.4.09 3 comentários
uma dúzia de palavras sobre a cinematic orchestra na aula magna
saí de lá preenchido, satisfeito, no ponto, nem sequer de rebuçado que os doces não são o meu fraco, diria pleno e chega. uma nota para a interpretação em versão longa de ode to the big sea, tema clásico do álbum de estreia motion, aqui num registo largo, caudaloso, torrencial, como um Nilo de som, vá, cairo e assuão em forma de bombo e tarola, o serpentear da água no frenesi do clarinete endiabrado, a lamber as margens do free-jazz, a brincar com os extremos, e o groove inacreditável daquele baterista, um sonho, do Nilo para o Ganges, um Shiva maldito a saracotear as baquetes, um charming man sem flores no bolso de trás, já estou como o trolha que diz à menina contigo era até achar petróleo. nem mais. nem menos.
Publicada por pedro vieira em 3.4.09 0 comentários
anda cá, que eu mostro-te o special one
José Mourinho foi o convidado de ontem do programa "Chiambretti Night", transmitido no canal Italia 1. O treinador português falou de futebol, criticou Silvio Berlusconi e, no final, foi surpreendido com a dança sensual de uma stripper
Público online
Publicada por pedro vieira em 2.4.09 2 comentários
a 24 horas de distância já vou sentindo um quentinho no coração
Publicada por pedro vieira em 1.4.09 3 comentários
Alêtheia goes rua do século

estão franqueadas as portas de uma nova livraria em lisboa, aquela das elites entre outros demónios, anunciada e lançada por zita seabra, curiosamente numa padaria, base do alimento do povo, outros tempos, outras memórias, e a abertura foi um sucesso, magotes de not so beautiful people, pelo menos quando os olhamos de perto, já na antecâmara uma conhecida ensaísta agradecia a uma conhecida entrevistadora os conselhos sobre cremes enviados por email, e as vagas de gente que não paravam, a ala dos esquerdistas arrependidos, a da coqueterie que cultiva um só beijinho, entre outras, entre muitas, sempre que faço a cama lembro-me de ti, confessava uma senhora bem-posta e eu a dar de fuga, intimidades não é comigo. Entretanto a dona da casa já dava as boas-vindas, sempre sonhou ter uma livraria e tal, um par de graçolas, já citava o empresário Alexandre Soares Santos em substituição do camarada Marx, já garantia a inexistência de best-sellers no novo espaço, se querem comprar o segredo, ou o paulo coelho ou carolina salgado vão a outro lado, e estou a citar, as livrarias estão cheias de coisas que não são livros, e estou a citar, fiemo-nos no critério de zita, afinal foi ela que teve a perspicácia de antecipar o sucesso de dan brown, uma espécie de mistura entre jorge luis borges e vladimir nabokov. Ou será entre o zandinga e o gabriel alves? Enfim, coisas das letras. Por esta altura já o josé manuel fernandes tinha pegado no microfone mas com pouca projecção na voz, soava-me um pouco debaixo de água, pelo que vim cá fora em boa companhia, cuscar, cirandar, esperar pela hora do croquete, ver chegar um conhecido banqueiro com o seu motorista, ver sair um ex-ministro, uma canseira. Finda a apresentação do Passaporte lá se abriu uma brecha que permitiu conhecer melhor a livraria, bonita, sim, best-selller, não, aliás, ainda pouca mercadoria à vista, o que se compreende, muito livro em facing e imaginação na arrumação, e eis os senhores da bandeja a circular, por entre cadeiras e bancos corridos emprestados pela igreja da zona, I kid you not, aliás, já antes da abertura um padre tinha benzido a alêtheia com cerimonial e ladainha apropriados aos estabelecimentos comerciais, quem sabe o pormenor que falhou na abertura daquele famoso espaço com estante robotizada, o ateísmo paga-se caro, helas. Também houve música clássica, mais políticos a entrar e a sair, mais a senhora que acompanha os papas em viagem, enfim, uma cornucópia de sensações potenciadas pelo catering, competente e lesto, dado o número de convivas agarrados à flute da champanha diria mesmo que esta é uma livraria das elites. E dos elitros, então, nem se fala. Saúde e boa sorte, então, e valha-nos deus, que o sector do livro anda bem precisado.
Publicada por pedro vieira em 1.4.09 5 comentários
Gogol, 200 anos
in O Nariz, Assírio e Alvim (2002), tradução de Nina e Filipe Guerra
Publicada por pedro vieira em 1.4.09 0 comentários
freeport dos pequeninos
a saída do armário do vitor de sousa nas páginas do correio da manhã faz-me pensar em segredos mal guardados, faz-me pensar no segredo de justiça. à portuguesa.
Publicada por pedro vieira em 1.4.09 0 comentários














